Post atualizado em 27/10/2025
Seguindo nosso roteiro Amazônia, vamos ver como foi o nosso segundo dia de viagem pela maior floresta tropical do mundo.
Para quem não ainda não leu, não deixe de ver como foi o primeiro dia da nossa viagem pela Amazônia.
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Roteiro Amazônia – 2º dia
Hoje estavam previstas duas atividades principais, uma caminhada na selva e um acampamento para passar a noite na selva.
Então, logo de manhã fizemos uma caminhada selva adentro. Foram três horas e meia andando por uma parte seca da floresta.
É preciso ter disposição, porque o calor é intenso e a roupa comprida (de preferência, para se proteger dos mosquitos, como já escrevi no post anterior), só intensifica mais ainda essa sensação. Mas tudo vale a pena!
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O nosso guia José, como era de se esperar, sabia de tudo! Pudemos ver diversas árvores nativas, inclusive frutíferas, como o cupuaçu, o açaí, o buriti e a palmeira de tucumã, cujo frutinho amarelo-ouro é muito usado na culinária local, inclusive para fazer deliciosos sanduíches… isso mesmo! Pão com tucumã no café da manhã.
Uma iguaria amazônica, com gostinho da selva.
Confira esse passeio => Destaques da Amazônia
Nessa caminhada, nosso guia fez o “favorzinho” de pegar uma enorme aranha caranguejeira, para que pudéssemos apreciar melhor, de pertinho… na mão! Depois das fotografias com ela, é claro que foi devolvida à sua toca, intacta.
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Vimos também as famosas formigas tucandeiras (imensas… nunca pensei que existissem formigas daquele tamanho!), usadas pela tribo sateré-maué nos ritos de passagem para a idade adulta dos adolescentes da tribo.
Os meninos vestem umas luvas de palhas trançadas, preparadas pelo pajé, onde são colocadas várias formigas tucandeiras. E eles têm que dançar durante horas com as luvas nas mãos, para provar que já são adultos.
Não vi o ritual. A festa ocorrera dias antes da nossa chegada.
Mas, se você quiser e puder ver, vale a pena. Não perca o Ritual da Tribo das Formigas da Tucandeira.
Vimos de tudo: casas de palafita, casas flutuantes… Tudo tão diferente do que conhecemos por aqui… é outro Brasil… e ao mesmo tempo, nosso Brasil!
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Bom, essa foi a caminhada, cheia de surpresas… mas surpresa mesmo a gente teve na segunda parte do nosso dia.
Chegando lá, vimos que o local onde fomos acampar estava debaixo d’água! Sim, a cheia deste ano foi tão grande que inundou tudo e não conseguimos ficar por lá!
E a gente não podia voltar para o hostel, porque, como iríamos dormir na selva, nossos quartos foram alugados para outros.
Mas, que encantamento! As copas das árvores refletidas na água escura do Negro nos davam a impressão de que o barco flutuava… sim, como se voasse ao invés de navegar… lindo, lindo, lindo!!! Impossível descrever…
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Então, resolvemos voltar, mas… pensa que acabaram as surpresas? Não!! O motor do barco parou!!!
Que aventura! Estávamos longe do curso do rio, dentro da floresta alagada. Por ali não passaria nenhum barco. E, se ficássemos esperando, passaríamos a noite dentro do nosso barquinho “casquinha de noz”… e com os jacarés nadando ao redor!
Como saímos para acampar, para voltar apenas no dia seguinte, ninguém sentiria nossa falta naquela noite. Ou seja: não viriam nos procurar e passaríamos a noite ali!
Todos pensaram a mesma coisa, mas ninguém teve coragem de pronunciar uma palavra sequer a respeito. Um não queria apavorar o outro… rs Perguntamos ao guia: onde estão os remos? E a resposta??? Ficaram na casa dele, esquecidos! Não tinha remos!
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Uau!!!!! Essa é pra contar para os meus netinhos!!!
A cena que se seguiu foi hilária (quer dizer… agora é hilária, porque na hora, foi tensa pra caramba!)! Começamos a cortar galhos pelo caminho e a remar usando os galhos cortados.
Claro que andamos pouquíssimos metros, e não conseguiríamos alcançar o curso do rio daquela forma… muita tensão, mas precisávamos fazer alguma coisa…o que você faria numa hora dessas?
Pois é… nós decidimos remar com o que era possível, até com pedaços de isopor que flutuavam por ali. E o guia, enquanto remávamos, tentava fazer o motor do barco funcionar de novo.

Aí ficamos à deriva durante um tempo em um igarapé, tentando remar com pedaços de galhos KKKK. Depois de um tempo ele finalmente consertou o motor! Juro que eu nunca fiquei tão feliz em ouvir um barulho tão alto em toda a minha vida!
Ufa! Mais uma história de viagem pra contar… e com final feliz! Na hora foi pura tensão, mas depois que tudo passou, damos boas risadas quando nos lembramos da situação!
E já que não deu para acampar na selva, o guia mexeu seus pauzinhos, se conectou com os conhecidos e conseguiu uma casa flutuante de uma família ribeirinha pra gente passar a noite. A casa ficava numa vila de casinhas flutuantes lá no rio Negro.
Desta forma, inesperadamente passamos a noite na casa deles, dormindo em redes na varanda! Foi íncrível!
Não deixe de ler esse relato completo no post Turismo antropológico: dormir na casa de um ribeirinho em plena floresta amazônica.
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Fim de noite, dormimos nas redes da varanda de uma casinha flutuante no Rio Negro… precisávamos descansar para estar preparados para o nosso terceiro dia!
Leia mais:
- O que fazer em Manaus
- Roteiro de 5 dias na Amazônia
- Roteiro na Amazônia – dia 1
- Roteiro na Amazônia – dia 3
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- Comidas típicas da Amazônia
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