Amazônia – 3 dias de surpresas, emoção e encantamento – dia 3

Quando acordamos na manhã do nosso terceiro dia de aventura na Selva Amazônica, fomos presenteados com um amanhecer digno de filmes e de novelas. Fizemos lindas fotos do nascer do sol e das crianças que moravam na casa onde passamos a noite anterior.

Tomamos o café da manhã na casa dos ribeirinhos anfitriões. E, para começar bem o dia, vimos logo à beira da casa, nadando de um lado para o outro, como se para nos cumprimentar, os botos-cor-de-rosa. Lindos!

Amazônia – 3 dias de surpresas, emoção e encantamento - dia 3

Este era o nosso primeiro compromisso do terceiro dia: nadar com os botos-rosa! Já estava programado desde a nossa saída lá do porto de Manaus, logo no primeiro dia. Mas confesso que deu um friozinho na barriga… entrar nas águas do rio, tão escuras, sem ver quase nada dentro da água, e saber que eles estariam ali, nadando com a gente… olha, foi emocionante! Ao mesmo tempo que fiquei ansiosa para chegar logo o momento, também fiquei com um pouco de receio… mas esse receio se dissipou logo que entramos na água.

Os botos são umas gracinhas! Nadaram com a gente, comeram os peixes na mão do rapaz que nos acompanhou (um suíço que, em visita ao Brasil, conheceu e se encantou pela região amazônica e decidiu ficar por lá) e que tem permissão do Ibama para fazer tal atividade turística junto aos botos.

Os botos nadavam de um lado para o outro, passavam pelas nossas pernas, dava até a impressão de que eles também estavam se divertindo com a nossa presença, com a nossa visita! E não ficavam parados nunca! Foi uma experiência maravilhosa!

Dicas Amazônias

Se você está programando uma viagem para a Amazônia, nadar com os botos é uma parte indispensável do roteiro.

Depois de nadar com os botos-rosa, nos despedimos de nossos anfitriões ribeirinhos e saímos novamente em nosso barquinho para, desta vez, conhecer uma tribo indígena.

Mais alguns quilômetros de barco pelo Negro… sol forte… deu até para bronzear. Aliás, é bom não esquecer o protetor solar em casa antes de visitar a Amazônia. O luz solar é muito intensa por lá e a gente acaba se distraindo com tanta coisa tão linda e tão diferente que existe para ver, que acaba se queimando sem perceber.

Voltando à tribo… chegamos lá e fomos levados para a oca de danças indígenas, onde fomos recebidos pelo pajé e assistimos a uma apresentação de danças. No final da apresentação, fomos convidados pelos índios a participar da dança também. Cada um deles veio convidar um de nós. Foi muito bom! Dançamos, tiramos fotos com eles, e na hora de ir embora, o nosso guia nos pintou com urucum tirado diretamente do pé. Eu quase me senti uma índia de verdade, ainda mais porque, depois de pegar tanto sol, eu já estava uma legítima “pele vermelha”! 

Turismo Amazônia

Saímos mais uma vez de barco, agora para visitar a casa de mais ribeirinhos que viviam por ali. Desta vez, não sabíamos o que encontraríamos. Foi surpresa…

Era uma casinha muito simples,  onde os moradores criavam o famoso pirarucu, enorme peixe de água doce muito comum nos rios da Amazônia, também conhecido como “bacalhau da Amazônia”. Tentei fotografá-lo quando o guia pendurou uma pequena isca dentro do tanque onde eles são criados. Mas quem disse que consegui uma foto??? O pirarucu é tão rápido, que foi impossível fazer uma foto dele! Ele subiu à superfície, pegou a isca e voltou à água, em fração de segundos, e só o que conseguimos foi ouvir o barulho (muito alto, por sinal, quase inacreditável) que fez ao cair na água de novo… vimos o vulto muito rapidamente, mas as nossas lentes não foram capazes de captar.

Amazônia – 3 dias de surpresas, emoção e encantamento - dia 3

Essa família de ribeirinhos também tinha em casa outros “animaizinhos de estimação” fofíssimos: uma sucuri, uma jiboia e um filhotinho de jacaré… quando um dos meninos da casa veio até nós com a jiboia enrolada no pescoço, pensei: “não acredito!”… Inicialmente, sentimos um certo medo… para nós, bichos da cidade, aquilo tudo é muito estranho… mas depois de alguns minutos, vendo a naturalidade com que a família tratava seus “animaizinhos”, fomos perdendo aquela sensação inicial e até conseguimos pegar os “bichinhos”  e tirar algumas fotos com eles também.

Ah… e como eu  poderia esquecer? Eles também tinham um lindo filhotinho de preguiça, que fez questão de fazer muitas poses para fotos com a menininha da casa, e depois no colo do nosso grupo de aventureiros que, diga-se de passagem, ficou encantado com aquela fofurinha!

Dali, fomos ver as vitórias-régias. Mais alguns minutos de barco, e chegamos a um local que tinha uma enorme ponte de madeira que entrava pela selva alagada. Olhando a ponte logo do início, não é possível ter ideia de onde ela vai terminar. É muita ponte! E, ainda por cima, logo que começamos a caminhada por ela, desabou uma chuva torrencial  destas que são comuns na região amazônica em época de cheia. Capas de chuvas foram muito bem-vindas naquele momento, até mesmo para proteger as máquinas fotográficas. Até guarda-chuva saiu da mochila naquela hora! Tudo valia a pena para não interromper a caminhada.

floresta alagada

No fim da ponte, um mirante, de onde pudemos observar inúmeras vitórias-régias, algumas delas em floração. Que vista sensacional! fizemos fotos lindas naquele dia… mas guardamos as imagens mais lindas e preciosas na memória, porque as máquinas fotográficas, por melhores que sejam, não conseguem jamais captar todos os detalhes que só o olho e a mente humanos podem registrar.

Vitórias-régia

Ufa!!! Acha muita coisa para um dia só? E se eu disser que ainda não acabou?

Saindo dali, pegamos um barco maior e fomos ver o encontro das águas. O Rio Negro, como eu já disse, tem águas muito escuras. Daí o nome “Negro”. Em um determinado local, o Negro encontra o Rio Solimões, que tem a água de uma coloração completamente diferente, barrenta, e a partir desse encontro se forma o Rio Amazonas. É impressionante. Os dois rios se encontram, mas correm aproximadamente 6 km sem se misturar. Dá pra ver a coloração diferente das águas de cada um, como se houvesse uma linha separando os dois. Esse fenômeno acontece em decorrência da diferença entre a temperatura e densidade das águas de cada um dos rios e, ainda, à velocidade de suas correntezas, que são bem diferentes.

Depois de três dias de intensa aventura dentro da Floresta Amazônica, retornamos a Manaus. Conhecemos o Teatro Amazonas que, diga-se de passagem, é lindo! E, para finalizar o nosso dia, teminamos caminhando pelas ruas de Manaus, batendo papo e parando para provar o tacacá, deliciosa iguaria da região amazônica brasileira, preparado com um caldo fino e bem temperado com sal, cebola, alho, coentro do norte, coentro e cebolinha, de cor amarelada, chamado tucupi, sobre o qual se coloca goma de tapioca, também conhecida como polvilhocamarão seco e jambu, que é uma folha que deixa a boca meio dormente… uma sensação bem diferente e um sabor também nada comum. Vale a pena experimentar!

comidas amazônia

No dia seguinte, mochilas prontas para voltar para casa. Destino: Rio de Janeiro. Mas na boca, nos olhos, na pele, no corpo inteiro, uma vontade enorme de ficar por mais tempo. Um mês inteiro, quem sabe?

Você acha muito tempo? Conheça a AMAZÔNIA e depois me conte o que sentiu!!!

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1 COMENTÁRIO

  1. Uma aventura e tanto foi essa viagem! Parabéns pela narrativa objetiva e esclarecedora! Quem sabe um dia eu tb me aventuro nessas sandices sadias! Navegar é preciso… a vida é como o rio negro e o solimões, em determinado ponto o encontro de si mesmo é inevitável.

  2. Ótimos os posts sobre a Amazônia! Me senti fazendo parte dessa aventura por inteiro! Carpe Diem, pois todos os dias qdo acordamos não temos mais o tempo a passou… Espero relatos de mais histórias bacanas nas próximas viagens! Até breve turista convidado!

    • É uma viagem e tanto, aventura pura mesmo! Mais posts estão vindo por aí, ainda sobre a Amazônia, acompanhe! 🙂

  3. Parabéns Ana pelo blog e pela participação no programa. assisti sua entrevista e vc estava bem descontraída. Registre-se aqui meu cordial contentamento com o texto exposto no que tange ao diário de viagem, a narradora (Evelyn) não me faz nenhuma surpresa pela corriqueira inteligência e sagacidade no domínio e produção de textos da norma culta pátria!

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