Chichén Itzá, no México: dicas para visitar e história

Se você está com uma viagem para Cancún marcada, certamente está pensando em relaxar nas areias das paradisíacas praias azul-turquesa, mergulhar em alguns dos aproximadamente 10.000 cenotes encantadores da região e curtir a vibe da noite mexicana no Coco Bongo, certo?

O México tem tudo isso e muito mais! O México tem Chichén Itzá!

Para quem é fanático por sítios arqueológicos, como eu – e até para quem não é! -, a visita às ruínas de Chichén Itzá é simplesmente imperdível!

Você com certeza se lembra de ver nos seus livros de História, no capítulo onde se estudavam o povo e a cultura maia, a foto mais famosa do complexo de Chichén Itzá: a pirâmide de Kukulcán, certo?

Caro leitor! Quando me deparei com ela, foi como se, de repente, eu abrisse um livro de História e me transportasse para dentro da foto!

Estar lá foi realizar mais um dos meus sonhos… e conto toda essa experiência – e um pouquinho da história local – nesse post. E também dou dicas e mais dicas sobre a visita a essa Nova Maravilha do Mundo. Vem comigo!

Pirâmide Kukulcán em Chichén Itzá

Chichén Itzá: um pouco de sua história e curiosidades

Chichén Itzá significa “a cidade al borde del pozo de los Itzáes” – a cidade à beira do poço dos Itzáes (feiticeiros da água).

É uma importante cidade arqueológica maia do período pré-hispânico, Patrimônio Mundial da Unesco (Patrimônio da Humanidade) desde 1988 e eleita, no ano de 2007, como uma das Sete Novas Maravilhas do Mundo.

Importantíssimo sítio arqueológico maia, Chichén Itzá ajuda a conhecer o passado pré-hispânico e é um símbolo da identidade e da cultura nacionais mexicanas.

O Instituto Nacional de Antropologia e História (INAH) é responsável pela conservação e pelos constantes estudos realizados no referido sítio, que conta com uma área de 47 hectares de extensão destinados à visitação e uma área restrita de aproximadamente 15 km² que permanece protegida.

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Chichen Itzá com crianças e bebÊs

Breve história de Chichén Itzá

De beleza singular, Chichén Itzá está carregada de História. Fundada por volta do ano 500 d.C, a cidade atingiu seu apogeu no ano de 987 d.C, quando chegaram os Toltecas. Nessa época, a maioria das outras grandes cidades maias já havia sido abandonada.

As pesquisas arqueológicas no referido sítio só se iniciaram no começo do século XX, quando foram encontradas, no Cenote Sagrado, peças que eram indícios de sacrifícios humanos – como ouro, pedras preciosas e esqueletos humanos.

Chichén Itzá ficou, a partir dessa descoberta, sob os holofotes de toda a arqueologia mundial, tornando-se ponto de interesse turístico anos depois.

Dividida em Chichén Antiga e Nova, a cidade é composta por edifícios monumentais. O mais imponente deles – o Templo de Kukulcán – é uma pirâmide, chamada pelos espanhóis de “El Castillo“.

Pirâmide no México

A Pirâmide de Kukulcán

O Templo de Kukulcán (“Kukul” significa sagrado ou divino e “can” significa serpente) carrega inúmeras surpresas em cada detalhe. Kukulcán é a serpente emplumada, o deus chamado de Quetzalcóatl pelos astecas.

Cada lado da pirâmide de Kukulcán é composto por 91 degraus, que representam as quatro estações. Multiplicados por 4, somam 364: os dias do ano!!!

o que fazer no México

Ei! Espera aí: o ano não tem 365 dias? – você deve estar se perguntando.

Sim. O topo da Pirâmide de Kukulcán completa o 365º dia do ano, numa matemática perfeita que não deixa a menor dúvida sobre o alto conhecimento do povo que ali vivia. A pirâmide de Kukulcán é um gigantesco calendário maia feito em pedra!

Além disso, a fachada noroeste da pirâmide tem duas estátuas enormes de cabeças de cobra, feitas em pedra, representando o deus Kukulcán.

cabeças de cobra em Chichén Itza

Nos dias de equinócio, a posição do sol projeta, sobre as pedras dos degraus desse lado do templo, a sombra do corpo da cobra, que se une perfeitamente a uma das cabeças, como se fosse mágica! Mas não é: é a prova do incrível conhecimento de astronomia desenvolvido pelos maias.

A serpente de Chichén Itzá
Vê a serpente?

Infelizmente, não pude ver e fotografar o Templo de Kukulcán no dia do equinócio. Vou ter que voltar… bom motivo, não acha?

Não se sabe ao certo por que os maias abandonaram a cidade, no final do século X. Mas sabe-se que sua inteligência, unida ao conhecimento que adquiriram ao longo do tempo, deixaram Chichén Itzá como um incrível legado para a posteridade.

Como chegar a Chichén Itzá?

A Zona Arqueológica Chichén Itzá fica na península de Yucatán, a 115 km da cidade de Mérida, a aproximadamente 180 km de Playa del Carmen e a aproximadamente 200 km de Cancún.

É possível chegar ao sítio arqueológico por meio de transporte público, caso você queira economizar. Há ônibus da empresa ADO que partem de Cancún, Playa del Carmen e Tulum direto para lá. Confira valores e horários no site deles.

Nós optamos por pegar um tour de um dia, porque estávamos hospedados em Playa del Carmen e calculamos que seria muito cansativo andar por todo o sítio arqueológico sob o sol mexicano e depois voltar 180 km dirigindo para o apartamento que alugamos.

Pirâmide no México

E foi o que fizemos de melhor, porque é realmente cansativo. Mas vale a pena cada segundo da visita. O sítio arqueológico carrega uma energia ímpar! Sem falar de toda a inteligência presente em cada detalhe (prova do alto conhecimento que os maias possuíam nas áreas de matemática e de astronomia).

Todavia, depois de passar o dia todo andando – e sob o sol! -, voltar dirigindo não estava nos nossos planos, mas se você se animar, é uma outra opção.

cenote Ik Kil Cancún

Além disso, o tour que contratamos ainda oferecia outras visitas bem interessantes: uma pequena aula de culinária mexicana – com degustação! hummmmm!!! – almoço incluído, parada em Valladolid – uma cidade colonial a aproximadamente 45 km de Chichén Itzá – e uma parada no famoso cenote Ik Kil no fim da tarde.

 

Visita a Valladolid

Fundada em 1543, Valladolid encanta por sua arquitetura colonial, marca deixada pela presença dos espanhóis em território mexicano. A cidade também é Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.

Não houve muito tempo para uma visita mais detalhada; todavia, pelo pouco que vimos, a cidade é uma graça e tem um grande valor histórico para a região. Uma pena que seja utilizada, como o tour que contratamos fez, apenas como ponto de apoio, uma espécie de cidade-base para quem se dirige a Chichén Itzá.

Valladolid merece mais tempo!

Para ler mais sobre a cidade, visite o blog Memórias de Mochila. Lá você encontrará boas informações sobre Valladolid.

Cidade de Valladolid

Como é feita a visita a Chichén Itzá?

Como optamos pelo full day tour, tivemos guias locais para nos explicar toda a história de Chichén Itzá. Estavam incluídas no valor visitas guiadas em inglês e em espanhol.

Segundo o site oficial do INAH, o ingresso ao sítio não dá direito a guia lá dentro; dessa forma, se você for por conta própria e quiser o serviço, terá que contratar por fora (mas não há dificuldade em fazer isso por lá).

O tour começa pelo Templo de Kukulcán, a pirâmide principal do complexo. O guia nos explicou um pouco sobre a história maia acima descrita e mostrou os fabulosos detalhes presentes na megaconstrução, que tanto fascina os visitantes.

sítio arqueológico de chichén Itzá

O guia também nos mostrou que, se ficássemos de frente para qualquer das quatro escadarias da pirâmide e batêssemos palmas, o eco voltava, estalando em nossos ouvidos.

Sensacional!

O jogo maia

Ele também explicou um pouco sobre o restante das construções, e falou sobre o campo de “jogo de bola”… está pensando em futebol???

Engana-se, caro leitor! Os povos pré-hispânicos disputavam partidas de um jogo ritualístico: tinham que bater nas “bolas” com os quadris, fazendo-as passar por dois pequenos buracos redondos – um para cada “time” -, que ficavam presos no alto do muro, a alguns metros de altura! Muito diferente de tudo o que eu já tinha visto!

Esporte da época Maia

pok-ta-pok maia

O jogo era chamado de “pok-ta-pok” pelos maias e de “ullamaliztli” pelos astecas. Os espanhóis chamaram-no de “juego de pelotas“. O campo de Chichén Itzá, onde esses jogos aconteciam, é considerado o maior do império maia. No fim da partida, os perdedores eram sacrificados aos deuses. Você gostaria de “bater uma bolinha”?

O jogo ainda acontece em muitos países mesoamericanos, o que mantém viva a cultura e parte da tradição dos povos que lá viveram. Existe até um campeonato – a Copa Peninsular Pok-ta-Pok.

o que ver em Chichén Itzá
Serpente no campo de Pok-ta-pok – Repare na alça do pedra no muro

sítio arqueológico no México

Tivemos a oportunidade de assistir a uma partida no dia que visitamos o parque Xcaret (contaremos tudo em outro post), mas – ufa! – sem os sacrifícios humanos no final.

Chichén Itzá ainda conta com outras construções monumentais, como o observatório “El Caracol”, o Templo do Jaguar e o Templo dos Guerreiros.

o que fazer no México
Outra construção de Chichén Itzá, o Templo dos Guerreiros

Você pode ler mais sobre cada um deles aqui.

Depois das explicações do guia, ficamos livres para andar por toda a parte acessível do sítio, conhecer as outras construções, fazer compras de souvenirs (há muitos vendedores lá dentro e, embora isso seja considerado um problema para a conservação do complexo, os preços deles são muito convidativos), e tirar fotos – MUITAS FOTOS!

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souvenirs parque arqueologico chichen itza
Há muitos ambulantes dentro da área do Parque Arqueológico…

Informações extras e dicas para visitar Chichén Itzá

Nossas dicas de visita são:

  • use filtro solar;
  • vista roupas e sapatos confortáveis;
  • leve chapéu ou boné (compramos lá por 5 US$);
  • beba bastante água;
  • e preste atenção aos detalhes – eles são incríveis e fazem toda a diferença.

Aproveite cada segundo e respire a História da Civilização MAIA. Visite Chichén Itzá! Você vai enriquecer seus conhecimentos e voltar para casa com gostinho de “quero mais”. E, claro, vai trazer lindas fotos e muitas histórias par contar.

pirâmide Chichén Itzá
Amei essa visita! (Foto: Evelyn Almeida)

Informações práticas:

  • Horário: de segunda-feira a domingo, das 8h às 17h. A venda de ingressos se encerra às 16h e a entrada no sítio arqueológico às 16h30.
  • Preço: 481 pesos 
  • Contato: 01 (985) 8 51 01 37

Boa viagem!

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