Hospedagem em Cuba em casas particulares: minha experiência

Passei treze dias mochilando em Cuba sozinha, passando por cinco cidades, e em todas elas meu estilo de hospedagem em Cuba foi ficar nas casas particulares, que são quartos alugados dentro das casas dos próprios cubanos.

Foi a melhor escolha que fiz!

Confira como foi o processo e os detalhes da experiência em cada uma delas.

Antes, veja o artigo que fiz sobre como é ficar em uma casa particular em Cuba, onde eu explico como fazer, os detalhes gerais, as vantagens…

Aqui, neste post, veja minhas experiências pessoais em cada uma que fiquei.

Hospedagem em Cuba

casa particular em cuba
Placa oficial do governo, colocada em frente às casas particulares em Cuba que podem alugar quartos

Casas particulares em Havana

A capital cubana foi minha primeira cidade, onde eu fiz um roteiro de 3 dias. Então, neste caso, eu optei por deixar tudo reservado bonitinho antes de sair do Brasil.

Busquei em diversos sites, olhando preço, foto, recomendação e localização. Optei por ficar na região chamada Centro Havana, pois assim poderia ir a pé até Habana Vieja e não pagaria tão caro pela acomodação.

Escolhi como minha primeira hospedagem em Cuba a casa de uma mulher chamada Yilian, que alugava vários quartos, e reservei por 4 dias pelo AirBnB. Eu mandei mensagem pra ela antes para tirar algumas dúvidas e ela sempre me respondeu, porém, demorando alguns dias (lembrem-se que a internet lá não é tão fácil, então não espere uma resposta imediata do dono da casa). Reservei, efetuei o pagamento dos 4 dias e aguardei chegar a viagem.

Museu da Revolução em Havana
Museu da Revolução em Havana

Ao chegar em Havana, tomei um táxi até lá. A casa era exatamente igual nas fotos, grande e bem bonitinha. Fui recebida por uma senhora que era a mãe da Yilian, que chamou a filha nos fundos da casa. Bastante simpática, Yilian me mostrou o quarto, me deu as chaves, falou onde ficava o ponto de wifi da região, como chegava à Habana Vieja etc.

Também combinamos o café da manhã, mas ela era super flexível e disse que a hora que eu acordasse era só chamá-la na cozinha que ela prepararia o café.

cafe da manha casa particular em cuba
Café da manhã em casa particular em Cuba

A localização era boa, pertinho do Malecón e de um ponto de wifi famoso lá, que é um hotel azul de frente para o mar. O próprio hotel vendia os cartões de internet por 2 CUC (preço médio).

Nota: pra você entender como são as moedas em Cuba e seus valores, leia o post ‘que moeda levar para Cuba

Durante a noite, as ruas da região são bem escuras e isso poderia ser um ponto negativo. Para mim foi tranquilo, já que Cuba é muito segura, mas dependendo da pessoa pode assustar um pouco.

A casa é cerca de 10 minutos a pé até o começo de Havana Vieja, que é relativamente perto. Porém, na próxima vez, pretendo pegar uma casa mais perto ainda de Habana Vieja, porque foi lá que praticamente passava a maior parte do tempo.

Rua de Habana Vieja
Rua de Habana Vieja

Conheci os filhos da Yilian, que em vários momentos me abriram a porta da casa, mas eu tinha chave própria tanto do quarto quanto da casa, então saía e voltava sem problemas a hora que queria. A casa da Yilian mesmo ficava nos fundos e eu tinha pouco contato com ela. Sempre que precisei chamar e tirar dúvidas foi ela que me atendeu, mas rolava essa separação entre a “casa” onde ficavam os hóspedes e ela e a família, então não rolou muitos papos sobre a vida em si. Eu cheguei a ver alguns outros estrangeiros como hóspedes, mas nenhum contato muito profundo também, como acontece num hostel.

Dica para economizar em Cuba: Geralmente, os donos vão dar dicas para não cairmos em golpes e não pagarmos mais caro nas coisas. A Yilian, por exemplo, assim que eu cheguei me perguntou quanto havia pagado no táxi do aeroporto até a casa dela e, quando falei que foi 35 CUC, ela disse que o valor justo é 20 CUC. Ela também me arranjou o táxi coletivo para Trinidad, ligou, reservou e eu só precisei estar pronta no horário. Só a casa que acabei não reservando com ela, mas, mesmo assim, ela tinha um contato. Porém, apesar de toda essa atenção, eu desconfiei quando perguntei sobre algum lugar de salsa para dançar e percebi que ela tentou me empurrar um bastante caro, que desconfiei na hora que era só para turistas. Então, é sempre bom pesquisar e usar o bom senso (a balada custava 30 CUC e ainda tinha que reservar antes… muito estranho, sem contar que nunca que cubanos vão em lugares tão caros assim).

De forma geral, eu recomendo ficar na casa dela sim. Foi uma estadia agradável e de qualidade.

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Casa particular em Cuba: Trinidad

Como eu disse, havia reservado uma casa particular em Cuba só em Havana e estava achando caro a casa que a Yilian conhecia, então deixei para ver Trinidad lá mesmo, na hora.

Acabei fazendo amizade com a mulher que viajava no táxi coletivo comigo (Yolexy, ou Yoli) e descobri que ela alugava um quarto na casa dela – realmente, um tipo de hospedagem em Cuba muito comum. Como a companhia foi bem agradável e o preço estava bom, acabei ficando na casa dela mesmo. Então, cheguei em Trinidad já com uma casa por 20 CUC e café da manhã por mais 5 CUC.

Essa experiência já foi diferente, bem mais próxima do que eu imaginava que seria a casa particular. A Yoli tinha só um quarto para alugar, então éramos somente eu e ela na casa, o que proporcionou muito mais conversas e uma proximidade bacana que me lembrou muito a relação de mãe e filha. Ela é viúva e mora sozinha e tem uma filha que estuda psicologia em Havana.

O quarto tinha uma cama de casal e uma de solteiro, frigobar, ar condicionado e banheiro dentro. Tem também um terracinho muito lindo nos fundos, onde eu tomava café da manhã por 5 CUC (o mais completo) ou 3 CUC se fosse com menos coisas.

hospedagem em cuba casa de morador
Um dos quartos em que fiquei em Cuba

A casa fica a uns 10 minutos do centro, o que pra mim era pertinho. Mas existem casas muito mais próximas do centro e, como as ruas de lá são todas de pedra (tipo a cidade de Paraty no Rio de Janeiro), se a pessoa tiver problemas de locomoção recomendo ficar em uma casa bem no centrinho mesmo.

A Yoli é maravilhosa. Como eu contei no post do meu roteiro de 3 dias em Trinidad, eu passei mal em Trinidad e tive que ficar um dia inteiro praticamente de cama. Ela fez chá pra mim das plantas do quintal dela, ia toda hora ver se eu estava bem, me ofereceu remédio e depois fez uma janta adaptada pra mim por um valor simbólico (algo leve, já que eu estava com o estômago ruim). Enfim, uma mãezona mesmo. Às vezes ela fazia café e me oferecia, e sempre que nos encontrávamos conversávamos um pouco sobre a vida.

feirinha de artesanato de Cuba
Feirinha Trinidad e as ruas de pedra na cidade

Super recomendo ficar na casa dela. A única questão negativa é a acessibilidade para quem tiver problemas com isso. A casa fica em cima de outra, então, logo na entrada tem que subir uma escada para acessá-la e tem a questão de ser uma caminhadinha pelas ruas desniveladas até o centro.

Casa particular em Santiago de Cuba

A Yoli tinha contatos tanto em Santiago quanto em Baracoa. Como adorei ficar na casa dela, confiei e pedi que ela reservasse para mim a casa particular em Santiago, que era de uma mulher chamada Rita.

Ao chegar em Santiago de ônibus à noite, depois das 10h, havia um táxi me esperando com uma plaquinha com meu nome. É comum acontecer golpe nisso, o assédio de taxistas é grande nas rodoviárias, então se certifique de que a pessoa é quem diz ser. Como o cara tinha o meu nome na placa, não tinha como ter erro. Ele também falou o nome da dona da casa (Rita) então estava tudo certo. Embarquei no táxi com ele e um senhor, que era o motorista, por 3 CUC.

discurso de Fidel em santiago de cuba
Palácio do Governo e a varanda onde Fidel fez o histórico discurso

Porém, foi meio estranho o que aconteceu. Ao chegar na casa, o homem da placa com meu nome me apresentou à mulher dele, que eu estava crente que era a tal da Rita (com quem a Yoli reservou). Daí, ele me explica que a Rita é prima dele e que havia tido um problema com a acomodação e pediu para ele me hospedar na casa dele, que também era uma casa particular oficial e no mesmo valor combinado (15 CUC e café da manhã por 5 CUC).

Eu achei muito estranho, mas não tinha muito o que fazer e não tinha como ele estar mentindo, já que citou informações corretas antes de eu perguntar. E, também, era tarde da noite e eu não estava a fim de sair pelas ruas de Santiago procurando outra acomodação. Achei no mínimo estranho e não gostei. Se fosse pra ficar em uma casa “desconhecida” (a Yoli conhecia a dona Rita e não ele) eu mesma teria escolhido. Mas acabei ficando na casa do Paco e da esposa.

Coincidência ou não, essa foi a casa que menos gostei, mas não porque é ruim em si. O quarto possuía uma cama de casal e uma de solteiro, o banheiro é limpo e tudo arrumadinho. Foi o quarto mais quente em que fiquei (o ar condicionado funcionava bem, mas era muito barulhento e quando desligava ficava tudo um forno) e café da manhã só ‘ok’, com menos variedade de frutas que o das outras casas. Ou seja, de forma geral, comparando com os outros lugares em que fiquei, achei de menos qualidade.

O Paco era muito atencioso e cuidadoso, a esposa era simpática às vezes (algumas vezes era um amor, em outras dava umas ‘torcidas de nariz’ quando eu perguntava ou pedia coisas). A distância da casa ao centro também era de 10 minutos, o que pra mim não foi problema em nenhum lugar de Cuba, mas, juntando com as outras questões, acabou pesando pro negativo. Mas o principal, que fez eu não gostar mesmo, foi a chave. Eu não tinha a chave da entrada da casa, só a do meu quarto, então precisava tocar a campainha toda vez que voltava pra casa… e como eu chegava de madrugada todo dia, foi bem desconfortável.

E olha que eu queria aproveitar, né? Afinal, eu só tinha dois dias em Santiago de Cuba!

Logo que o Paco me avisou que eles não davam chave própria da casa para os hóspedes (ele alegou que era muito caro fazer uma cópia) eu já falei que ia chegar de madrugada, afinal, minha busca pela salsa cubana era uma meta para toda a viagem! 😊 E eu não ia deixar de curtir a noite pra não incomodar os moradores, pois, se fosse o caso, eu mudaria de hospedagem. Ele me tranquilizou e disse que não havia problema algum com horário.

Mesmo assim, foi algo bem negativo. Eu sempre ficava com a sensação de que estava incomodando, principalmente à esposa dele, com quem eu tinha menos contato. No último dia, eu voltei 5 da manhã e tive que tocar a campainha várias vezes até Paco acordar e abrir pra mim. Fora que eu fiz amizade na cidade e era muito ruim me despedir dos meus amigos ali na frente dele, me senti um pouco uma ‘adolescente com o pai supervisionando’, sabe?

melhor época para viajar para Cuba
Uma das casas de salsa que fui para dançar em Santiago de Cuba

Conclusão: algo simples que, no meu caso, acabou sendo negativo por conta do meu estilo de viagem. Esta casa também não é bacana pra quem tem problemas de acessibilidade, já que os quartos ficam na laje.

A vantagem da casa, tenho que evidenciar, era que eles tinham ponto de wifi. Não é uma hospedagem ruim, mas com tantas opções na cidade, eu não colocaria essa como prioridade.

  • Endereço: Casa Dr. Francisco Rodríguez Morell (Paco) – Calle Princesa (Jasé de Diego), 584, entre Carniceria (Pio Rosado) y Calvario (Porfirio Valiente)
  • Opção de reserva: De volta ao Brasil, ao buscar a casa do Paco na internet, não encontrei. Eu tenho a impressão de que eles entraram recentemente pro negócio de alugar os quartos, até pela questão da minha vivência no lugar.

Casa particular em Baracoa

Da casa de Santiago, pedi para usar o telefone fixo e liguei para a casa particular de Baracoa, reservando diretamente com a Mery, dona da casa indicada por Yoli, lá de Trinidad. Ao chegar na rodoviária de Baracoa, a própria Mery me esperava com uma plaquinha com meu nome. Tomamos um táxi até a casa por 2 CUC e me instalei no lugar.

Ah, para você saber se as coisas são caras ou não, veja aqui algumas coisas sobre os preços em Cuba, para saber uma média de quanto você poderá gastar por lá.

A casa particular de Mery y Luis tinha vários andares. A casa dela mesmo fica na parte de cima de uma outra casa e os quartos alugados ficam acima da casa dela, no terceiro andar. E ainda tem mais um andar, que é um terraço com cadeiras e varal. Ou seja, se a pessoa tem problemas com mobilidade, essa casa será um problema. Como não era meu caso, achei bem boa.

com este roteiro de 2 dias em Baracoa
Centrinho de Baracoa, Cuba

O quarto foi o maior que fiquei entre todas as hospedagens em Cuba que experimentei, tinha duas camas de casal e ainda caberia uma terceira! Ar condicionado, ventilador e um banheiro grande. Pra entrar na parte dos quartos era preciso atravessar a sala de TV deles e subir uma escada ao fundo, então, em muitos momentos eu passava pela “vida normal” dos donos da casa (inclusive vi algumas cenas de novelas cubanas nessas idas e vindas).

O casal é simpático e atencioso. Sempre me atenderam quando precisei e me ajudavam em tudo, fosse para tirar dúvidas ou sugerindo contatos de táxis e afins durante os dois dias que fiquei em Baracoa. A vivência foi mais no estilo de Havana, já que a casa possuía vários quartos, com vários hóspedes ao mesmo tempo. Tinha também uma funcionária que ajudava a Mery, então o café da manhã e janta era ela que servia.

A Mery cozinhava o jantar por 8 CUC e na primeira noite eu comi lá mesmo um prato de carne de porco com arroz, salada e as famosas bananinhas fritas. A sobremesa, uma bola de sorvete, estava inclusa no valor, a bebida não.

Comida cubana caseira!
Comida cubana caseira!

A casa da Mery foi uma boa estadia, apesar de eu não ter tido tanto contato assim com a família, pelo fato da casa ser no estilo “pensão”. Infraestrutura boa, localização ótima (duas ruas atrás do centro) e donos simpáticos.

Só atenção para quem tem questões com acessibilidade, já que são vários lances de escada.

Casa particulares em Cuba: Holguín

A cidade de Holguín acabou entrando no meu roteiro de última hora, onde fiquei uma noite só. Meu voo era no aeroporto de Holguín às 13h e eu achei arriscado demais sair de Baracoa na manhã do voo. Acabei decidindo ir um dia antes para Holguín e fiz na cidade o que eu tinha planejado fazer em toda Cuba, mas acabei não fazendo: sair procurando uma casa na “raça”, ou seja, andando por aí.

Desci do ônibus na praça principal e fui direto para uma rua que, de acordo com o mapa, havia acomodações. Acabei entrando em uma que vi pelo caminho, perguntei se tinha vaga para a senhora Ana Luiza, dona da casa, olhei o quarto, gostei e fiquei.

Era uma casa térrea com dois quartos disponíveis e um banheiro fora, que atendia os dois quartos. Havia também uma geladeira no corredor que dava para uma salinha com porta pra rua, e era também onde o café da manhã seria servido. Ou seja, era como se fosse uma segunda casinha para os turistas, já que a dona Ana ficava aos fundos em outros cômodos.

Cada quarto custava 20 CUC e tinha uma cama de casal. Foi o menor quarto que fiquei das casas particulares em Cuba, mas em compensação tinha a sala. O café da manhã foi o mais simples também, com pão, ovos mexidos, café e suco. Quase não tive contato com os moradores, mas dona Ana era bem simpática e, apesar de mais simples, eu gostei de ficar na casa. A localização era maravilhosa, na rua de trás da praça principal da cidade!

Ela era bem simpática e tenho certeza que, se tivesse ficado mais, teria rolado umas conversas bacanas. Foi a casa mais simples que fiquei, mas eu recomendaria.

  • Endereço: Infelizmente, perdi o cartão da casa com os detalhes precisos, mas ela fica na Calle Morales Lemos, no quarteirão entre Calle Martí y Calle Luz Caballero. A dona se chama Ana Luiza e é uma casa térrea.

Então, essas foram as casas onde fiquei, o tipo de hospedagem em Cuba que escolhi fazer nessa viagem sozinha que fiz para lá.

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Boa viagem!

Texto e fotos de Luciana Console

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