Dicas para visitar a Mina de Sal na Cracóvia

Uma das atrações mais concorridas da Cracóvia, Polônia, é uma antiga mina de sal. De fato, é uma visita muito interessante e imperdível. Nós fizemos e contamos pra vocês agora.

A mina, na verdade, fica na cidade de Wieliczka, na região metropolitana da Cracóvia, a uns 20 minutos apenas do centro.

Ela tem números que impressionam. Pra começar, é super antiga: existe desde o século 13, ou seja, são mais de 700 anos de atividade. A mineração comercial terminou em 1996, mas ainda produziu sal até 2007.

Suas escavações atingem uma profundidade incrível de 327 metros e ela tem mais de 287 quilômetros de túneis. É uma imensidão embaixo da terra!

Cerca de 1,2 milhões de pessoas visitam a Mina de Sal de Wieliczka todos os anos. Ela é um dos monumentos mais valiosos da cultura material e espiritual na Polônia, sendo considerada um Patrimônio da Humanidade pela UNESCO.

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É uma verdadeira metrópole subterrânea com ampla infra-estrutura (tem luz, água, lojas…), construída diretamente na rocha durante muitos séculos, um produto do trabalho de dezenas de gerações de mineiros. Fiquei pensando em quantas milhares de pessoas trabalharam ali e quantas milhares de pessoas morreram por ali.

Havia inclusive cavalos que trabalhavam na mina desde seu nascimento. Os últimos, quando do fechamento das atividades comerciais, foram levados à superfície, mas não se acostumaram, coitados.

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A visita por lá, obviamente, só pode ser guiada, em grupos. A duração é por volta de umas duas horas. Anda-se apenas por uma pequena parte da mina, pois, segundo a guia, teríamos que caminhar durante uns 4 meses sem parar para fazê-la toda!

Durante todo o passeio descemos cerca de 800 degraus de escada, então, não é para qualquer um. Cadeirantes até têm condições de fazer, pois há um elevador – utilizado, normalmente, para subir, depois que acaba o passeio. Mas a visita com cadeirantes, no caso, vai com o elevador direto lá para baixo, pulando algumas partes em que só se chegam de escadas.

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Nós fomos com a TuristaProfBaby no colo, portanto, de experiência própria já aviso: para quem tem bebê é um pouco puxado, mas dá pra fazer. Aconselho um “canguru”, se a criança for muito pequena. Não sei se carrinhos estilo guarda-chuva podem entrar, mas, se puderem, pode ser uma boa pedida, pois há bastante partes planas durante o tour, nas quais ele poderia ser utilizado, e seria então fechado nas escadas.

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A pior parte das escadas é logo no início: assim que entramos nós descemos mais de 300 degraus direto, em uma escada – quase interminável – de madeira. Chegamos a ficar tontos! Depois disso vão-se alternando áreas planas com mais escadas (menores), até chegar ao fundo.

mina-de-salA escada (quase) interminável que te leva ao primeiro plano lá embaixo.

Além da própria rocha, toda a mina é sustentada por uma estrutura impressionante de madeira. São escadas e estruturas imensas, com toras enormes que sustentam partes diversas da caverna.

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Durante a caminhada vamos passando por diversos túneis que interligam os salões. Não me parece claustrofóbico, porque todos são claros e largos.

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Em cada salão ou mesmo no caminho entre eles, há estátuas e painéis esculpidos diretamente na rocha de sal pelos mineiros. São dezenas de esculturas dentro da mina. Muitas delas homenageiam pessoas da história da Cracóvia, assim como santos ou personalidades que já visitaram a mina e, muito justo, os próprios mineiros.

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Além das esculturas de sal, há também bonecos que contam a história dos milhares de mineiros que já trabalharam por lá.

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E nos  diversos espaços há placas que contam um pouquinho do lugar, de quando foi aberto, etc.

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Passamos também por quatro capelas esculpidas na rocha. Tudo lá é feito da própria rocha de sal: os bancos, as colunas, as esculturas, os lustres, os enfeites… Aliás, os símbolos religiosos estão em toda a parte, seja em quadros, seja com esculturas de santos, seja nas diversas capelas.

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Mina de Sal na Cracóvia

A capela mais famosa – a St. Kinga’s Chapel  (ou  St Cunegunda) – é enorme e belíssima. É uma verdadeira igreja com tudo o que se tem de direito: altar, teto e piso todo trabalhados, painéis com temas religiosos pelas paredes, imagens de santos… tudo com a mesma matéria prima: a rocha de sal; Para tirar fotografia ou filmar, deve-se pagar à parte 10 PNL, lá na hora mesmo.

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Muitos famosos já visitaram a mina, desde os tempos mais antigos: Nicolau Copérnico, Goethe, Alexander von Humboldt, Dmitri Mendeleev, até personalidades mais recentes, como o papa João Paulo II (Karol Wojtyła, que era natural da Cracóvia!) e Bill Clinton.

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Como não poderia ser diferente, suas galerias são palco de concertos e espetáculos teatrais, além de serem locações para filmes e locais de exposições diversas. Até casamentos e outros eventos são realizados lá embaixo, pois ela tem toda a infraestrutura necessária.

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Ao final da visita tem uma área moderna com restaurantes e área para crianças. Há uma loja na saída, depois que se pega o elevador, mas há duas outras ao longo do caminho. Os valores e os objetos são os mesmos. Nós compramos umas lembranças e souvenires na segunda loja, lá embaixo ainda, que fica logo antes da área do restaurante. Foi melhor assim porque lá em cima a nossa excursão não demorou pra sair e não teríamos tempo.

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Passeio imperdível quando você estiver na Cracóvia, a mina de sal foi uma grata surpresa. Já esperávamos o “sofrimento” de ter que descer centenas de degraus com a baby no colo, mas foi menos difícil do que imaginávamos e a visita foi mais interessante do que podíamos imaginar.

Nós fomos a partir do centro da Cracóvia em um tour. Diversas agências fazem o passeio, que já inclui a entrada com o guia. Se você quiser ir por conta própria, não é preciso reservar, basta chegar lá e comprar seu ingresso (mas também pode comprar pela internet). Como eu disse, as visitas são com um guia e em grupo, então, neste caso o grupo será organizado com outros turistas no local (cerca de 35 pessoas por grupo).

Se você quer ainda mais, além deste roteiro denominado “turístico”, que fizemos, há um chamado de “Miners’ Route”, para quem gosta de aventura e quer aprender sobre o ofício da mineração, numa expedição em que os participantes desempenham papéis de verdadeiros mineradores. São, inclusive, duas entradas diferentes da mina, a da rota turística e da rota dos “mineiros”. Abaixo, damos as indicações da rota turística.

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Informações úteis:

  • Endereço: Entrada Danilowicz Shaft – ul. Daniłowicza 10 – 32-020 Wieliczka
  • Como chegar: Para quem quiser ir de carro: Coordenadas GPS: N49 ° 58.966 ‘E020 ° 03.374
  • Funcionamento: está aberta todos os dias (exceto 1º de janeiro, domingo de Páscoa, 1º de novembro e 24/25 de dezembro).
    De 1º de abril a 31 de outubro, das 7:30 às 19:30
    De 2 de novembro a 31 de março, das 8h às 17h.
  • Custo: 84 PNL (cerca de 19 euros) – Desconto para famílias / crianças menores de 4 anos não pagam. O valor já inclui a taxa de guia.
  • Site: http://www.wieliczka-saltmine.com

E na hora de programar a sua viagem, não deixe de ler todas as dicas da Polônia que já publicamos aqui no blog!

Boa viagem!

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13 COMENTÁRIOS

  1. Boa noite amigos, adorei os vossos artigos sobre a Polónia e acabei por descobrir que por uma feliz coincidência vou ficar hospedado no mesmo apartamento que vocês!

    Mas esta mensagem é directamente para o Declev! Eu vou fazer esta viagem em Fevereiro, ou seja, com bastante frio também! Já que o Declev é fotografo deve-me conseguir ajudar com a minha dúvida.

    Uma levar uma câmara fotográfica DSLR Canon EOS 70D. Que cuidados o Sr. Declev teve com a sua câmera fotográfica enquanto lá esteve? Já ouvi dizer que se tem de ter algum cuidado com estas cãmaras no frio!

    Desde já agradeço a atenção!
    Cumprimentos

    • Oi Ricardo, você vai adorar o apartamento, é lindo!

      Quanto à câmera, eu sei que elas podem ter algumas reações adversas ao frio, mas eu sou meio desligado com isso.

      Sei que a bateria pode descarregar mais rapidamente – e isso e um problema e tanto pra mim! – por isso tenho uma bateria extra e ainda saio pra rua com o carregador, caso precise. Não posso ficar sem a máquina!

      Quando estou com ela pela rua, tento manter dentro do casaco ou tenho um pano por cima (pra proteger de neve, possíveis respingos, etc.)

      E as lentes que não estou usando na hora ficam dentro da bolsa própria pra isso, pra não ficarem expostas a toa.

      Ah, e como a câmera e lentes ficam frias, quando entramos pra um lugar mais quente e úmido, elas podem ficar embaçadas, condensando a umidade. Então, colocá-las dentro da mochila ou de um saco plástico com ar dentro, ajuda a evitar.

      Abraços, Declev

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