Roteiro de 12 dias em Cuba

Viajei para Cuba sozinha em junho de 2018 e meu roteiro de 12 dias em Cuba incluiu três das principais cidades do país, Havana, Trinidad e Santiago, e duas outras conhecidas, mas não tão turísticas, que foram Baracoa e Holguín.

Logo de cara, se você colocar no mapa essas cidades, se vê que a distância entre elas é grande, ou seja, eu praticamente rodei a ilha a caribenha toda e, por conta disso, o fator locomoção foi algo importante de ser avaliado no meu planejamento de viagem.

As opções foram variadas, rolou táxi coletivo, ônibus e até caminhãozinho.

roteiro de 12 dias em cuba
Meu roteiro de 12 dias em Cuba – Imagem do Google Maps

Veja neste post, então, como foi o meu roteiro de 12 dias em Cuba, como foi que me locomovi entre as cidades, o que foi que eu fiz, enfim, como foi a minha viagem para Cuba!

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Dia 1 – Havana

Minha viagem a Cuba teve início na capital e eu fiquei 3 dias em Havana. Cheguei por volta do meio dia, troquei o mínimo de dinheiro no próprio aeroporto e peguei um táxi até a casa particular que eu havia reservado.

Paguei caro por este transporte, 35 CUC, em um trajeto que eu sabia que era cerca de 20 CUC. Porém, funcionários do aeroporto, taxistas e todo mundo ali bateu o pé dizendo que o valor era 35 CUC e eu acabei aceitando. Mas, se puder, seja firme! A própria dona da casa em que fiquei afirmou que o valor justo é 20 CUC.

Chegando na casa, deixei minhas coisas e já saí para bater perna e resolver as primeiras coisas da viagem, como trocar o dinheiro, buscar internet e comer alguma coisa; afinal, foi a madrugada toda voando.

Primeiro fiz um “reconhecimento de área”. Estava hospedada no bairro Centro Habana e relativamente perto de Habana Vieja, então, simplesmente sai andando na direção do bairro antigo. Passei pelo Malecón, entrei nas ruazinhas e logo cheguei até o famoso Capitólio. Troquei o dinheiro em um banco, comprei o cartão da internet em um hotel (saiu um pouco mais caro que os pontos da empresa de telecomunicações ETECSA, mas não peguei filas e ali mesmo já havia sinal de Wifi) e comi em um ‘paladar’, restaurante simples, onde os cubanos mesmo comem.

o que fazer em havana
O “Malecón”, na orla de Havana

Meu espanhol era básico, mas foi o suficiente para me virar – mas eu me deparei também com cubanos que falam inglês.

Em Cuba, as pessoas vão falar com você na rua o tempo inteiro, principalmente os homens, se você for mulher. O assédio é bem grande, porém, é muito diferente do Brasil e eu não senti nem um pouco de medo. É mais um chaveco insistente, que pode virar uma uma encheção de saco, mas nada agressivo. Porém, procure se permitir conhecer as pessoas, foi assim que fiz amigos por lá.

Apesar de ter muita coisa pra fazer em Havana, o meu primeiro dia em Cuba foi para me habituar ao novo país, entender onde ficavam os lugares e baixar um pouco minha ansiedade, já que estava empolgadíssima em conhecer Cuba! Como ainda não havia dormido desde que peguei o avião em São Paulo, eu não foquei em lugares turísticos no primeiro dia, procurei andar sem rumo mesmo e sair à noite somente para comer algo e depois dormir.

Dia 2 –  Habana Vieja e Centro

Neste segundo dia, decidi fazer tudo a pé, tanto para economizar como para poder apreciar com mais calma o cotidiano dos cubanos.

Comecei caminhando até o Museu da Revolução. Depois, andei muito por Habana Vieja, passei pela Calle Obispo, Plaza das Armas, Paseo del Prado e Plaza Vieja.

Museu da Revolução em Havana
Museu da Revolução em Havana

No final da tarde fui ver o pôr do sol no Malecón, onde fiz amizade com um rapaz cubano e acabei indo em um bar com ele e um amigo dele, em Habana Vieja. Depois me despedi dos meninos e fui andar sozinha.

Sim, andei sozinha de madrugada pelas ruas escuras e prédios antigos de Habana Vieja. É possível, é seguro, é impressionante. Em alguns momentos em que o medo da paulistana aqui batia, rapidamente ia embora, pois, quando eu reparava, via uma família sentada no degrau da casa no final da rua. Ou, de repente, uma criança correndo brincando. Ou uma outra mulher andando sozinha tranquilamente. Enfim, a sensação de segurança é completamente diferente de São Paulo.

Dia 3 – Bairro Vedado

No terceiro e último dia em Havana eu dei mais uma andada em Habana Vieja, onde passei em frente ao bar La Floridita e fui até a Plaza de San Francisco de Assis. Aproveitei pra comprar lembrancinhas na Calle Obispo, onde tem uma feirinha bacana de artesanato.

la floridita havana
La Floridita, em Havana – Foto: Shutterstock

Voltei de bicitaxi para a casa, que é um transporte muito comum por lá. São rapazes em uma bicicleta que levam as pessoas em uma dupla de bancos na parte de trás. É ótimo para trajetos curtos e também para fazer alguns tours por Habana Vieja; só atenção ao preço, negocie sempre!

Após um breve descanso, fui conhecer o bairro Vedado no final da tarde. Fui a pé mesmo, em uma caminhada de cerca de meia hora. Chegando no bairro, considerado mais residencial e novo, fui até a sorveteria Coppelia provar o famoso sorvete e caminhei pelas ruas para observar a arquitetura da região, que é bem diferente e Habana Vieja, com casas grandes e jardins. Fui até a Praça da Revolução, com as famosas imagens de Che Guevara e José Martí, além do Monumento José Martí.

Sorveteria Coppelia Cuba
Sorveteria Copelia – Foto: Luciana Console

Quando a noite caiu, eu fui até a Fábrica del Arte Cubano, a balada da noite. A FAC, como é conhecida, funciona literalmente em uma fábrica antiga como um grande centro de arte. Lá dentro é possível encontrar exposições, shows, balada, comida boa e bebida, é bem interessante e moderno também.

No dia seguinte eu iria para Trinidad em um táxi coletivo que foi arranjado pela dona da casa particular em que estava hospedada.

Dia 4 –  Ida à Trinidad

O táxi estava marcado para depois do almoço. Foi 35 CUC a viagem, mais caro do que o ônibus da Via Azul, mas com a vantagem de que sairia na hora em que eu preferi, além da viagem ser mais rápida e eu ter o comodismo de ser buscada na porta da casa.

Enfrentamos chuva na viagem, que durou cerca de 5 horas em um carro razoavelmente bom, com ar condicionado e um motorista simpático. Como passageiro, além de mim, havia somente uma mulher, a Yoli, que alugava um quarto na casa dela e foi onde acabei ficando em Trinidad.

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Chegamos no início da noite, me acomodei na casa de Yoli, saí para jantar e, claro, procurar um lugar para dançar salsa! Neste dia experimentei o prato típico chamado Ropa Vieja, que consiste em carne seca com molhos e temperos, no centrinho, onde também ficam as casas de dança.

o que comer em cuba ropa vieja
Ropa Vieja

Entrei na Casa de La Trova, por 1 CUC e consegui dançar um pouco com dois senhorzinhos cubanos que me chamaram.

Dia 5 – Trinidad: passeio a cavalo rumo ao Salto del Caburní

Marcado para as 9h da manhã, iniciei o passeio a cavalo rumo a uma das cachoeiras do Salto del Caburní.

cachoeira salto del caburní cuba
Cachoeira Salto del Caburní

Na volta à cidade, eu ainda aproveitei para caminhar e entrar nas lojinhas de souvenir e de arte que existem aos montes pelo centrinho. De noite, novamente fui ao centro para jantar e bailar salsa! Desta vez, na Casa de La Musica.

Cuba é um lugar muito seguro mesmo e eu voltava todos os dias de madrugada sozinha pelas ruas vazias tranquilamente. Leia um pouco mais sobre isso no post como é viajar para Cuba sozinha.

Dia 6 – Trinidad: Playa Ancón

Ainda estava faltando conhecer alguma praia cubana na viagem e eu sabia que em Trinidad havia uma opção, então decidi no último dia na cidade ir a essa praia. Consegui um preço legal com um mototáxi que incluía também já a volta.

praia Ancón em Cuba
Praia em Trinidad

Passei o dia na praia e, na volta, fui até a rodoviária da Via Azul para comprar a passagem do dia seguinte para Santiago (seria a viagem mais longa, de 12 horas!), mas ela já estava fechada.

Aí, iniciou a pequena saga. Primeiro, porque vários taxistas me abordaram questionando onde queria ir e oferecendo viagens, mas eu já sabia que um táxi até Santiago seria caríssimo e não é um trajeto que eles fazem normalmente, pois é muito longo. Um senhorzinho que estava parado ali perto confirmou isso. Ele também me abordou dessa forma “invasiva”, mas foi positivo no final, porque ele me ajudou.

Acabei conversando com ele e outro funcionário da rodoviária que me disseram para eu chegar meia hora antes da partida do ônibus no dia seguinte e comprar na hora mesmo. Caso não houvesse passagem, a saída seria ir de táxi coletivo até Camaguey (cidade no meio do caminho), pois lá haveria muitos ônibus para Santiago.

Essa situação foi bem característica em Cuba, a gente tem que confiar mesmo e aproveitar a abertura deles para conversar bastante. Nada ali ficou confirmado, eu não tinha garantia, mas a vontade de um ajudar o outro é visível ali e eu sabia que ia dar certo de alguma forma. Eu não sabia COMO chegaria em Santiago, mas de alguma forma eu chegaria, então, o aprendizado foi confiar e soltar a ansiedade!

Depois das “passagens resolvidas”, fui descansar na casa antes de sair à noite para a famosa balada dentro da caverna, chamada La Cueva. Como ela abria as 23h, ainda deu tempo de curtir uma salsa na Casa de La Musica novamente e depois partir para a balada, que fica bem pertinho do centro (o que não é perto do centro em Trinidad? 😊).

la cueva trinidad cuba
Foto: Facebook @DiscoAyala

Dia 7 – Ida a Santiago, só que não…

Bom, meu roteiro era de 3 dias em Trinidad, mas eu acabei ficando mais um… Passei mal de madrugada, provavelmente com o que comi no jantar no dia anterior. Não precisei ir para hospital ou acionar o seguro saúde, mas vomitei e fiquei o dia seguinte inteirinho enjoada, ou seja, tive que adiar a ida para Santiago e tirar o dia para me recuperar.

No final da tarde, já um pouco melhor, fui até a rodoviária para checar de novo a questão da passagem. Chegando lá, levei uma “bronca” do senhorzinho que havia me dado as informações no dia anterior! Ele ficou bravo porque eu não apareci pela manhã, mas expliquei que havia passado mal. Perante o meu medo de não conseguir a passagem no dia seguinte, ele então me levou até uma salinha ali na rodoviária e me apresentou ao próprio motorista do ônibus, que foi tão firme ao dizer que ele mesmo ia reservar minha passagem que aí sim eu fiquei tranquila.

Todos os cubanos foram muito atenciosos e solícitos em me ajudar nessa questão da passagem com Santiago.

Dia 8 –  Ida a Santiago, agora de verdade!

Acordei bem e fiz o que era pra ter feito no dia anterior: peguei as malas, me despedi da Yoli e fui a pé até a rodoviária da Via Azul. Chegando lá, o motorista abriu um sorrisão ao me ver e me chamou na salinha pra me dar o ticket e eu efetuar o pagamento. Tudo pronto, embarquei e o ônibus saiu pontualmente às 8 da manhã, iniciando o trajeto de quase 12 horas até a parte ocidental da ilha: Santiago de Cuba!

O ônibus da Via Azul é bom, bem parecido com os que tem no Brasil. Tem ar condicionado e banheiro (não utilizei). Tive a sorte de não pegar ninguém no banco ao meu lado, então pude ter mais conforto durante a viagem, que é cansativa. O motorista faz várias paradas ao longo do caminho, tanto para embarcar e desembarcar passageiros quanto para podermos utilizar o banheiro ou comer algo rápido. Há uma única parada mais longa para almoço por volta do meio dia, em um restaurante na estrada que oferece também lanches. Eu comi um queijo quente e uma coca cola, já que não estava ainda tão bem do estômago para encarar um pratão na viagem, mas, pelo que vi na mesa alheia, a comida me pareceu bem saborosa.

Ônibus em Cuba
Ônibus da Via Azul em Cuba

Foi ali na parada do restaurante que o ônibus quebrou e a viagem acabou atrasando em uma hora até os motoristas consertarem.

Uma coisa a se atentar é que os banheiros das paradas são pagos. Uma funcionária fica na porta para receber e às vezes dar o papel higiênico, que muitos também não têm. Então, leve papel e umas moedas sempre ao descer do ônibus. Leve CUP, elas aceitam e sai muito mais barato, já que geralmente o valor é “1 peso cubano”… Eu não consegui entender afinal qual das moedas que era, mas eu dava CUP e ficava tudo bem. Uma das vezes eu nem tinha o dinheiro e quando fiz menção de voltar para buscar a mulher só mandou eu entrar e acabei não pagando.

Para entender como funcionam as moedas de Cuba (sim, no plural, pois são duas moedas), leia nosso post sobre que moedas levar para Cuba.

Chegando na rodoviária de Santiago de Cuba mais de 22 horas, havia um taxista me esperando com o meu nome escrito em um papel, pois a Yoli já havia reservado pra mim uma casa particular.

Dia 9 – Santiago de Cuba

Fui conhecer a cidade a pé e consegui ver muita coisa em um dia só. Caminhei pelo centro da cidade e pela rua Enramadas, uma das mais famosas e mais extensas. Não passa carro por ela e é onde se encontra muito comércio. Ao final da rua Enramadas, chega-se à Plaza de Marte.

Na caminhada de volta, parei no Balcón de Velázquez, que é um tipo de mirante, enquanto aguardava o horário de abertura do museu na Casa de Diego Velázquez, muito próxima dali e considerada a casa mais antiga de toda Cuba. Ela fica de frente para o Parque Céspedes, ponto de referência na cidade.

casa diego velazquez santiago de cuba
Casa de Diego Velazquez

Ao redor dele se encontram edifícios antigos e de grande importância histórica como a Catedral de Nuestra Señora de la Asunción, o Hotel Casa Granda, o Prédio do Governo (onde Fidel Castro anunciou o triunfo da Revolução da varanda) e a própria casa/museu de Diego Velázquez.

Do parque, caminhei até as escadarias Padre Pico, que levam até o bairro Tivoli, o mais alto da cidade.

Depois de tanta andança, fui descansar na hospedagem para mais tarde jantar e procurar  algum lugar para dançar salsa. Jantei no restaurante Sabor Cubano, ali perto de Tivoli,  ótima escolha.

Lá, acabei conversando com o sobrinho da dona e um amigo dele estadunidense que estava por lá também e fomos todos para a Casa de las Tradiciones. Lá, conhecemos outro rapaz, que nos levou até a balada La Pachanga e de lá ainda fomos pra outro lugar, onde estava tocando reggaeton e afrohouse!

A noite rendeu bem!

melhor época para viajar para Cuba
Uma das casas de salsa que fui para dançar em Santiago de Cuba

Dia 10 – Segundo dia em Santiago de Cuba

A amizade da noite anterior deu frutos e no segundo dia em Santiago combinamos de ir nós três (eu, o estadunidense e o cubano) visitar o Castillo del Morro, uma grande fortaleza à beira do mar, que fica a cerca de 12 km da cidade.

Aproveitamos e antes fomos visitar o Cemitério onde está os túmulos de Fidel Castro e José Martí.

Cemitério com o túmulo de Fidel Castro
Cemitério com o túmulo de Fidel Castro

Apesar de serem só duas atrações, cansamos muito, então combinamos de nos encontrar de noite para sair. Por volta das 20h fomos comer no Hotel Casa Granda, que fica no próprio parque e possui um bar/restaurante no primeiro andar. Depois, acabamos indo novamente para La Pachanga e ainda fomos para outro lugar que era uma Pizzaria… porém, com uma balada dentro!

Eu ia para Baracoa no dia seguinte, então praticamente não dormi. Fui para a casa arrumar as últimas coisas, tomei o café da manhã e peguei um taxi até a rodoviária, onde eu já havia deixado meu nome no guichê no dia anterior.

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Dia 11 – Ida para Baracoa

Ao chegar no guichê, dei meu nome, paguei e entrei no ônibus da Via Azul, que saía às 8 horas da manhã e me pareceu um pouco inferior que o de Trinidad à Santiago. Desta vez a viagem foi mais incômoda, apesar de ser menos horas, isso porque um homem na minha frente abaixou o banco e eu praticamente fiquei presa ali no meu assento. Sem contar que ele roncava tão alto que os passageiros estavam até rindo dele. Eu também avistei algumas baratinhas andando pelo chão, o que me deixou bem tensa, porque esse é o bicho que eu mais odeio no mundo! 😁 Em São Paulo, principalmente no verão, isso acontece também, é horrível!

Não teve parada para almoço, mas o ônibus parou várias vezes para banheiro e lanche e também para comprar frutas. O próprio motorista parava em casinhas na estrada, tanto para ele quanto os passageiros comprarem frutas e comidas típicas, achei isso interessante.

Chegando à Baracoa, a Mery, dona da casa em que eu ia me hospedar, estava me esperando na rodoviária com uma plaquinha com meu nome.

Cheguei depois do almoço na cidade, que estava completamente vazia. Depois descobri que era Dia dos Pais em Cuba. Usei a tarde da chegada para caminhar bastante pelas ruas, conhecer a praia que fica na cidade (não é tão bonita) e reunir informações de como ir à praia Manguana – considerada uma das mais bonitas da região – de onde dançar salsa e também como partir dali para Holguín, que é de onde sairia meu voo.

No final da tarde, descansei na casa particular, lavei umas roupas e acabei jantando na própria casa, onde Mery cozinhava para os hóspedes. Depois, fui à pracinha principal tentar pegar o Wifi e ali fiz um amigo. O rapaz havia me visto em Santiago e foi assim que ele puxou papo! Já descolei com ele onde dançar salsa, que era ali na praça mesmo, na Casa de Cacau. Aliás, tudo em Baracoa gira em torno dessa pracinha, realmente é bem pequena a cidade.

A Casa de Cacau estava meio vazia, mas havia algumas pessoas dançando, além de nós. Além de dançar comigo, ele me deu umas dicas para o dia seguinte e ainda ficou de me ajudar a encontrar um táxi coletivo para Holguin.

casa do cacau Baracoa cuba
Casa do Cacau: pode entrar que lá tem balada!

Dia 12 – Playa Manguana, Baracoa

Um italiano que estava na mesma casa particular que eu (a Mery me apresentou) me ajudou a combinar um táxi para a praia Manguana. Ele costumava ir todo dia para lá, então conseguiu um preço melhor para mim e, por acaso, o taxista era vizinho nosso.

Saímos para a praia às 11 horas da manhã em um carro bem velho e que soltava uma fumaça dentro (tive que ir com a janela aberta), mas tudo bem, o preço valia e o motorista era simpático. Cerca de meia hora depois, cheguei na praia. Linda! Digna do Caribe mesmo! Passei a tarde toda por lá e só havia eu e mais três moças. O taxista ficou esperando e no final da tarde voltamos para Baracoa.

praias de Cuba
Playa Manguana, em Baracoa

Eu queria muito dar um pulo no Museu de Arqueologia, mas era quase 7 da noite (apesar de ainda estar bem claro). Fui até lá e estava fechado, porém, um morador local me ensinou a dar a volta e consegui entrar no quintal do Museu e ter acesso ao Cemitério Indígena, que fica aberto.

roteiro baracoa esqueleto indigena
Esqueleto indígena

Depois, fui para a pracinha pegar a internet e tentar resolver a questão do táxi coletivo para Holguin e um rapaz começou a falar comigo sobre isso. Era o tal do amigo do meu amigo salseiro do dia anterior! Combinei tudo com ele um esquema bastante comum em Baracoa: pega-se um pequeno caminhãozinho até a cidade de Moa e, de lá, todo mundo muda para um táxi até Holguín.

Sai 25 CUC tudo, bem mais barato que ir direto de táxi coletivo (sondei com um taxista e dava no mínimo 40 CUC). A estrada até Moa (que é a mesma que se usa para ir à praia Manguana) é bem precária, de terra e esburacada. É preciso um carro bom, por isso que essa parte do trajeto eles costumam fazer nesse caminhãozinho e só em Moa é que se pega o carro comum. O valor de 25 CUC já está tudo incluso, o caminhãozinho e o táxi esperando os passageiros.

Aproveitei que estava ali na praça e comprei os famosos chocolates na Casa de Cacau. Eles fazem tours também pela região, onde mostram como é feita a fabricação, mas eu não fiz o tour. Encontrei novamente meu amigo salseiro e dançamos um pouco na minha última noite em Baracoa. Além da Casa de Cacau, tem também a Casa de La Trova para dançar salsa, tudo ali no centrinho.

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Dia 13 – Ida à Holguín

O caminhãozinho chegou um pouco mais cedo e fui sentada na frente, junto com o motorista e uma senhora. Na parte de trás são dois grandes bancos dispostos um na frente do outro. A princípio parece algo bem ruim e precário e uma viagem longa assim não deve ser muito boa. As malas vão na parte de cima.

Durante o trajeto, algo inusitado! O motorista do caminhãozinho começou a conversar com algum cubano da parte de trás sobre um ônibus que estava perto da gente. Quando me dei conta, o motorista estava dando sinal para um ônibus parar. Ele parou, rolou uma conversa rápida entre os motoristas e então mandaram a gente desembarcar e subir no ônibus! A senhora do meu lado, que acho que era espanhola, ficou muito brava e achou um absurdo essa falta de organização. Eu também achei meio estranho, mas estava mais tranquila. Toda minha viagem por Cuba me fez entender que esse tipo de coisa é comum e eles não vão nos deixar na mão.

Conclusão: o ônibus ia direto pra Holguín, tinha vaga e era um ônibus confortável e com ar condicionado. Não sei como os motoristas se acertaram sobre valores, mas todo mundo do caminhão embarcou no ônibus rapidamente, as malas foram transferidas e tava tudo certo! Em Cuba é assim!

Cheguei em Holguín pouco mais de meio dia e pedi para o motorista me deixar na praça principal da cidade. Eu não tinha acomodação reservada e ia procurar na hora mesmo, o que foi super fácil! Fui andando e olhando as casas, entrei em que fui com a cara, conversei com a senhora dona do lugar e já fiquei por lá.

Holguín não estava nos meus planos, então só fui dar uma volta pela cidade. Descobri que tem um mirante no alto da montanha com uma escadaria tão grande que dá pra vê-la do centro da cidade. O nome do mirante é Loma de La Cruz. Minha intenção era subir, mas começou a chover., o que acabou com meus planos…

Roteiro de 12 dias em Cuba: como se locomover entre as cidades
Este é o mirante que eu deveria ter ido… Foto: Shutterstock

Voltei para a casa, tirei um cochilo e sai à noite para jantar e procurar algum lugar para dançar. Era plena terça-feira, então, estava meio vazio tudo, mas imaginei que as baladas ficariam em volta da praça principal. Acertei! Mas demorei pra perceber que o lugar era uma balada. Depois que reparei no nome: “Casa de la Musica”, pra variar.

Estava silencioso lá dentro e no andar de cima eu avistei algumas mesinhas e um pouco de música só, mas quando fui lá perguntar o segurança me disse que no andar de baixo era uma balada mesmo, então entrei. Estava bom-ban-do lá dentro! Muito reggaeton e um pouco de salsa. Só tinha cubano no lugar e estava cheio em plena terça feira. E a pracinha vazia havia me enganado…

E foi assim que curti minha última noite em Cuba.

Dia 14 – Último dia em Cuba

Meus últimos momentos na cidade foram a preparação para ir embora. Eu acordei na casa particular, tomei café da manhã, acertei com a senhora da casa, me despedi dela e fui com meu mochilão até a praça central, que era na rua de trás da casa, buscar um táxi. Há vários parados ali na praça, então é só se informar e negociar algum para o aeroporto, que fica a uns 10 km da cidade. Ao negociar, consegui o valor de 10 CUC.

O aeroporto de Holguín é bem pequeno e, depois que se passa na imigração e detector de metais, os passageiros ficam em uma única sala onde há lojinhas de souvenirs, um mercadinho (com muitas opções de rum!) e um café.

Tive uma pequena questão na imigração por conta do fato de minha viagem não terminar ali. Eu não voltaria para o Brasil de Holguin e sim, seguiria para os EUA, pois meu roteiro de férias incluía também a cidade de New Orleans. Acredito que isso tenha chamado atenção, então levaram meu passaporte para uma salinha e depois me perguntaram muitas coisas.

O fato de eu ser jornalista também os fez me questionarem muito, porém, nada grave. Mantive a calma, respondi tudo falando a verdade e pronto. Passei da imigração para a salinha de espera para aguardar meu voo que faria conexão em Miami.

E assim terminou meu roteiro de 12 dias em Cuba, que foi, até hoje, a melhor viagem que fiz na minha vida!

Boa viagem!

Texto e fotos de Luciana Console

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