Roteiro de 2 dias em Baracoa, Cuba

Hoje a Luciana Console vai contar pra vocês o roteiro de 2 dias em Baracoa que ela fez, uma das cidades mais a leste do país e a última cidade a ser visitada.

Quem está acompanhando esta viagem a Cuba já percebeu que ela foi de um extremo a outro da ilha.

E a riqueza de detalhes com que ela conta sua jornada vai facilitar muito a vida de quem está organizando um roteiro de viagem para Cuba.

Então, quem quer ver desde o começo da viagem, não deixe de ler os outros roteiros:

👉 Roteiro de 3 dias em Havana

👉 Roteiro de 3 dias em Trinidad

👉 Roteiro de 2 dias em Santiago de Cuba

👉 Roteiro de 12 dias em Cuba

Baracoa é a cidade mais antiga de toda Cuba. Foi fundada em 1511 por Cristóvão Colombo e durante muitos séculos ficou isolada do restante da ilha. Além de ter sido a primeira cidade em Cuba, Baracoa é conhecida pela sua produção de cacau.

Aliás, até hoje ela mantém o ar tranquilo de cidade pequena e antiga, pois, apesar de famosa, não é frequentemente colocada nos roteiros de viagem à Cuba justamente pela localização no extremo oriente cubano.

Vamos apresentar a vocês essa cidade e, quem sabe, você não a coloca em seu roteiro em Cuba também?

praia baracoa cuba
Praia em Baracoa, Cuba

Roteiro de 2 dias em Baracoa

Minha ida à Baracoa começou com um ônibus da Via Azul saindo às 8 horas da manhã de Santiago, demorando cerca de 5 horas pra chegar.

A viagem foi um pouco desconfortável porque tive o azar de ter um companheiro de viagem que roncava absurdamente alto e era bem espaçoso… 🙁 E também achei o ônibus pouco limpo, além de ter avistado pequenas baratinhas andando pelo chão, o que me deixou bem nervosa…

Na casa em que eu estava em Santiago me deixaram usar o telefone para ligar para a casa em Baracoa e reservar a acomodação de uma casa particular recomendada por Yoli, a dona da casa em que fiquei em Trinidad. Então, chegando em Baracoa, fui recebida na rodoviária por Mery, que me esperava com uma plaquinha com meu nome.

Como podem ver, há toda uma rede de atenção, cuidados e atendimento aos turistas por conta da população local.

👉 Para não se enrolar nos valores, veja como funcionam as moedas em Cuba

Tomamos um táxi até a casa (2 CUC) e me instalei no local. A casa dela funcionava como uma pensão, onde ela alugava mais de um quarto e ainda oferecia serviço de jantar, além do café da manhã que normalmente se tem.

☛ Leia também: Preços em Cuba: quanto se gasta em uma viagem para lá?

roteiro de 2 dias em baracoa

Roteiro de 2 dias em Baracoa – Primeiro dia

Quando finalmente saí para andar, tive um estranhamento de início que me fez me arrepender de não ter ficado mais um dia em Santiago… Baracoa estava completamente vazia.

Para mim isso não era legal, pois eu não estava com intenções de “aproveitar a calmaria e descansar”. Eu queria ver gente, conhecer a cidade, o comércio, as pessoas, dançar etc. Minha viagem estava nesse pique desde que havia pisado em Cuba. Depois eu descobri que era Dia dos Pais no país, por isso as ruas estavam tão desertas! As famílias deveriam estar reunidas dentro das casas.

Baracoa é bem pequena também, então no primeiro dia pela tarde eu consegui andar por praticamente ela toda.

A praia que fica ali mesmo na cidade é bonita, mas nada comparada com as dos arredores, onde é preciso acessar de carro. Há um estádio de futebol abandonado logo ali na praia –  que é um pouco suja, apesar de já conseguir perceber a beleza do azul da água. Fiquei ali um tempo observando o mar, mas não tive vontade de entrar.

praia em baracoa cuba

Também fui ao “centro”, que é onde ficam os comércios, casas de salsa e lojinhas, incluindo a Casa do Cacau, lugar onde se pode comprar o famoso chocolate de Baracoa. A cidade é conhecida por sua produção de cacau e pela fábrica, que foi fundada por Che Guevara.

Dá pra fazer tours que levam até as plantações e produção do doce, mas eu não cheguei a fazer, só comprei os chocolates mesmo.

É ali na pracinha que fica a Igreja Nossa Senhora da Assunção de Baracoa, que abriga dentro dela a Cruz de la Parra, que foi fincada na terra de Baracoa pelo próprio Cristóvão Colombo. De frente para a porta da Igreja, fica o busto do cacique Hatuey, índio que se rebelou contra a colonização na região logo no início da descoberta de Baracoa. Ele é considerado o “primeiro rebelde americano”.

roteiro de 3 dias em baracoa

O sinal de wifi fica ali, só que eu não conseguia conectar de jeito nenhum! Fiquei o dia todo tentando e não dava certo. Tentei também pegar o sinal do Hotel del Castillo, que fica no alto de um morro e tem que subir uma escadaria enorme ou entrar com carro. Pelo menos valeu a pena a visita no hotel, pois ele era, antigamente, um forte para defender a cidade dos piratas. Foi construído em 1742 e oferece uma vista linda da cidade e principalmente do porto.

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Como não tinha mais o que fazer porque estava tudo fechado e vazio, eu fui descansar na casa e aproveitar para ajeitar algumas coisas, como lavar roupa e, principalmente, resolver meu roteiro.

Eu queria ir a uma praia bonita no dia seguinte e também precisava me informar sobre como ir à cidade de Holguín, que é de onde sairia meu voo. Havia algumas opções como voltar para Santiago pela Via Azul e de lá pegar outro ônibus para Holguín, ou então arranjar algum táxi coletivo direto de Baracoa, o que faria mais sentido no quesito “trajeto”.

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A Mery me ajudou a arranjar o rolê da praia do dia seguinte, me apresentando a um italiano que estava hospedado ali, que me indicou um taxista. Ficou marcado então para as 11 horas da manhã do dia seguinte por 12 CUC ida e volta meu passeio até a Playa Manguana. Acabei jantando na casa também, onde Mery preparou cerdo com arroz, salada e banana frita por 8 CUC, incluindo uma bola de sorvete de sobremesa.

Já era noite e eu queria saber como era a salsa em Baracoa, então saí para o centro – o que significa que eu só fui na rua de trás, de tão perto e pequena que é Baracoa! A cidade já estava mais movimentada, o que me deu um certo alívio, já que eu ainda estava assustada com o marasmo da tarde. Ali, no centrinho, fiz mais um amigo cubano da viagem.

roteiro em baracoa cuba - Roteiro de 2 dias em Baracoa, Cuba
Centrinho de Baracoa, Cuba

Estava eu sentada nos banquinhos da praça tentando conectar o Wifi quando me aparece um cubano pedindo licença para falar comigo. Achei interessante, porque foi a primeira vez que isso aconteceu em toda a viagem… Bueno, eu disse que sim e ele me perguntou se, por acaso, eu havia estado em Santiago, no Parque Céspedes, no dia anterior. Fiquei boquiaberta, né? O cara tinha me visto em outra cidade, lembrou de mim e veio perguntar!! Descobri que ele trabalha com turismo, então havia me visto mesmo na outra cidade, já que estava a trabalho lá. Ele acabou me ajudando com a internet (que não pegava) e terminamos a conversa marcando uma salsa para dali a dez minutos. Eu só ia voltar pra casa pra colocar um tênis, já que dançar de chinelo não ia ser muito bom…

Ele me levou para a Casa do Cacau, e só nesse momento eu entendi que nos fundos tem um espaço grande com bar, mesas e cadeiras e banda. Ou seja, o rolê era dentro do lugar e eu nunca teria descoberto sozinha, afinal, para que eu ia querer “comprar chocolates” às onze horas da noite?

casa do cacau Baracoa cuba
Entrada da Casa do Cacao

Apesar de Baracoa já estar mais movimentada no horário da noite, era uma segunda-feira e meu novo amigo me disse que, obviamente, não era o melhor dia para dançar salsa. Aconteceu o mesmo em Trinidad… cidades menores em baixa temporada e começo de semana, os lugares são mais vazios mesmo.

A Casa do Cacau estava com menos de 10 pessoas, mas deu pra nos divertir. Meu novo amigo estava começando a aprender salsa (nem todos os cubanos são salseiros… atenção para desconstruir estereótipos!), então dançamos juntos a maior parte do tempo. Consegui dançar com um amigo dele também e observei mais dois rapazes que dançavam ao som da banda ao vivo, porém, não dancei com eles.

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O rolê acabou cedo, então o cubano me levou para o estabelecimento da frente (tudo em Baracoa acontece nesta praça) e subimos uma escadaria que dava para um grande terraço. Ali havia um palco bem grande também com banda ao vivo e a discotecagem começaria mais tarde, com reggaeton. Foi 1 CUC para entrar no lugar, mas ficamos bem pouco. Além de meu foco ser a salsa, eu já estava cansada e queria dormir, então nos despedimos e voltei para a casa.

Esse meu novo amigo ficou de me ajudar a arranjar um táxi coletivo para Holguín, já que um amigo dele trabalhava com isso.

Roteiro de 2 dias em Baracoa – Segundo dia

No dia seguinte, fui direto à praia Manguana. O italiano havia me dito que o táxi estaria me esperando às 11 horas da manhã na porta da casa vizinha, porém, eu nem tinha visto a cara do motorista nem nada. Minha leve preocupação deu às caras quando, no horário, não havia ninguém ali. Perguntei na casa e uma mocinha, que era sobrinha do taxista, disse que ele havia saído e não tinha ideia de que horas ele ia voltar. Ela também não estava sabendo nada do combinado. Sentei na guia da calçada e esperei um pouquinho, o suficiente para o taxista aparecer. O carro havia quebrado então ele tinha ido tentar arrumar. Pois é, o carro que íamos fazer o passeio…

Ah, por essas e outras nunca viaje sem um bom seguro viagem! Aliás, em Cuba é obrigatório.

Com o carro “arrumado”, embarquei no banco da frente. Era um automóvel bem velho, mas não no sentido de “velho antigo clássico”, mas velho de meio acabadinho mesmo. Passei o trajeto todo engolindo uma fumaça que saia da região do câmbio, mesmo com a janela aberta e tentando ao máximo por a cabeça para fora. Foi meio desagradável, mas eu não liguei tanto, afinal, o motorista era simpático, atencioso, o preço estava bom e eu também sou mais tranquila com essas coisas mesmo. A estrada para a praia é bem ruinzinha, de terra e pedrinhas e esburacada, mas em cerca de 40 minutos chegamos no destino. O motorista estacionou embaixo de uns coqueiros e disse que ficaria ali até a hora que eu quisesse ir embora. Ele me apresentou também ao primo dele, que era dono do restaurante dali, caso eu quisesse almoçar ou beber algo.

praias de Cuba
Playa Manguana, em Baracoa

A praia estava praticamente deserta e eu fiquei impressionada com a cor da água. Não sei como é Varadero, mas Playa Manguana já foi o suficiente para mim de tão linda que eu achei! O dia estava ensolarado e as areias brancas e a água azul transparente ficaram super destacadas. Passei a tarde inteira ali e aproveitei para caminhar até o extremo da praia, onde não havia absolutamente ninguém, era eu e o mar do Caribe.

Mas, como nem tudo são as mil maravilhas, notei que tem bastante sujeira em alguns trechos da areia, que eu acredito ser, na verdade, trazido pelo mar mesmo, por conta do posicionamento. Estava tudo acumulado em uma parte mais alta da areia, parecendo muito que foi trazido pela maré alta.

Praia em Cuba

Acabei almoçando por lá mesmo, por 8 CUC, um prato de pescado, muito saboroso e, só no final da tarde, quando estava ameaçando chover, é que pedi ao taxista para irmos embora. O carro quebrou no meio da estrada no trajeto de volta, mas o taxista conseguiu consertar rapidinho e seguimos.

Me disseram que nos finais de semana e em alta temporada praia Manguana fica bem cheia, então, digamos que eu tive sorte. Há vendedores ambulantes muito insistentes também, portanto: esteja preparado!

Cemitério indígena

Ao chegar em Baracoa, eu ainda queria visitar uma atração que meu amigo cubano sugeriu no dia anterior: o Museu Arqueológico Cueva el Paraíso, que ficava lá em cima no morro. Ele havia sido construído em volta de artefatos arqueológicos indígenas encontrados na região. Como eu não sabia a hora de fechamento do museu, arrisquei e fui até lá em cima. A entrada fica praticamente no meio das casas, mas é mais pra dentro do morro que ficam as exposições em si. Bom, dei com a cara na porta, pois havia passado do horário.

museo indigena baracoa

Já triste, iniciando o caminho de volta, um dos moradores me chama e faz sinal para eu segui-lo pela lateral do portão do museu. Pisamos em algumas palmeiras caídas, meio que entrando no meio do mato e simplesmente… demos a volta para dentro do museu! Depois que eu fui reparar que a entrada era só um portãozinho de madeira, com algumas grades que simplesmente iam só até uma parte, o resto era só um aglomerado de plantas facilmente passáveis (tanto é que entramos).

entrada cemiterio museo indigena
Nossa entrada “secreta” para o cemitério indígena

Bom, ali o moço disse que a parte do cemitério indígena era aberta e eu poderia acessar, somente a exposição mesmo é que não dava, pois ficava em cavernas dentro das rochas com portas de madeira fechadas com cadeados (essas eram fechadas mesmo). Agradeci a ele, que foi embora e me deixou ali sozinha.

museo arqueologico baracoa cuba

Ótima ideia entrar em um cemitério indígena sozinha, prestes a anoitecer, de forma “ilegal” ainda… 🙂

Subi as escadas de pedra até lá, pedindo licença mentalmente, e dei de cara com a entrada da caverna, não sem antes passar por um totem de pedra no caminho. A caverna, obviamente, estava bem escura, então usei a lanterna do celular e entrei com muito cuidado.

cemiterio indigena roteiro baracoa

Ali mesmo os indígenas enterravam seus mortos e havia dois esqueletos no chão protegidos por um vidro muito mal colocado. A caverna, que era o cemitério, era bastante desnivelada e com uma escada de madeira que levava até a parte de cima, onde a passagem era, em alguns momentos, só de pedra, exigindo uma leve habilidade de escalada. Fui em tudo, com a lanterna do celular. Arrisquei, pois poderia ter me machucado e estaria ali sozinha.

roteiro baracoa esqueleto indigena
Antigo esqueleto indígena no cemitério

Depois, saí de lá e fiquei um pouco na parte de fora observando a vista incrível da cidade inteira!

vista baracoa cuba

 

Finda a aventura, desci o morro e fui até a pracinha do centro e encontrei os rapazes que estavam na salsa no dia anterior. Estávamos conversando quando um outro homem me para e pergunta se sou eu a interessada no transporte para Holguin. Ele era o amigo do meu amigo cubano da noite anterior! Resolvi ali mesmo minha viagem do dia seguinte: seria 25 CUC tudo, em um esquema bastante comum para eles. Um mini caminhão levaria os passageiros até a cidade litorânea de Moa, a uma hora e meia dali. De Moa, faríamos uma baldeação, ou seja, trocaríamos o mini caminhão por um taxi. Achei meio gambiarra, mas percebi que é bastante comum os cubanos fazerem isso mesmo. O moço me assegurou que o valor incluía tudo, que já estava organizado e combinado.

Acertamos horário, endereço e pronto! Dia seguinte eu partiria para Holguin. Restava-me, então, aproveitar minha última noite em Baracoa. Voltei para a casa, arrumei minha mochila e deixei tudo pré-pronto para o dia seguinte. Depois fui na pracinha trombar meu amigo cubano, que disse que estaria lá pela noite, e fomos de novo dançar salsa. Fora a Casa de Cacau, existe também ali a Casa de La Trova.

👉 Não deixe de ler também: Dicas de Cuba para quem vai a primeira vez

Ainda era começo de semana, então o rolê estava meio vazio, mas arriscamos novamente uns passinhos. Neste dia eu estava absurdamente cansada, então não ficamos muito tempo, apesar de ser meu último dia.

Dei adeus eu meu amigo cubano, não sem antes trocamos contatos. Aliás, todos os amigos que fiz em Cuba têm facebook, instagram e whatsapp. Caso alguém pense que pelo fato de a internet ser mais complicada eles não usem essas coisas, está enganado!

Voltei para a casa para dormir. No dia seguinte, acordaria cedo para embarcar no mini caminhão rumo à Holguín!

E, assim, com este roteiro de 2 dias em Baracoa acabou minha viagem a Cuba…

Mas as dicas ainda não! Acompanhe o blog e não deixe de ver todas as dicas de Cuba que já publicamos e que ainda serão publicadas!

Boa viagem!

Texto e fotos: Luciana Console

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