Roteiro de 3 dias em Trinidad, Cuba

Vamos continuar viajando em Cuba com a Luciana Console? Hoje ela vai contar como foi o roteiro de 3 dias em Trinidad, cidade que ela visitou logo após Havana.

Pra quem não viu, veja tudo (ou quase) o que fazer em Havana. Depois, o próximo post será sobre o roteiro em Santiago de Cuba, não deixem de acompanhar!

São relatos bem pessoais, que contam toda a experiência que ela teve, suas percepções sobre o país, sobre os costumes e sobre o povo cubano, além, é claro, de dar muitas dicas de atrações turísticas de Cuba e passeios.

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Roteiro de 3 dias em Trinidad

Roteiro de 3 dias em Trinidad – dia 1

Após três dias em Havana, estava pronta para seguir viagem e ir à Trinidad, outra cidade bem conhecida e turística em Cuba, mas bem menor que a capital.

A dona da casa particular em que eu estava hospedada em Havana arranjou pra mim o táxi particular. Não sairia mais barato que o ônibus da Via Azul, mas pelo menos eu teria a comodidade de ser buscada em casa, ir com mais conforto e mais rápido.

A viagem ficou marcada para as 14 horas por 35 CUC. O motorista chegou pontualmente e só esperamos um pouco pra ele ver se alguém ligava e ele conseguia encher mais o táxi (só havia eu e mais uma mulher). Por fim, fomos somente os três mesmo em uma viagem de cerca de 5 horas. Durante o trajeto, outro estrangeiro embarcou quando paramos em um lugar para comer.

roteiro de 3 dias em Trinidad
Fonte: Google Maps

A mulher que estava no carro era a Yoli e acabamos ficando próximas durante a viagem. Tão próximas que eu me hospedei na casa dela! Minha intenção era buscar uma casa particular ao chegar em Trinidad mesmo, então foi ótimo já ter ficado com ela, pois já pegamos intimidade no trajeto.

Chegamos no início da noite e me acomodei na casa de Yoli, que era bem agradável e a uns 10 minutos do centrinho. Ainda dava pra aproveitar a noite em Trinidad, então eu saí para jantar, acessar a internet e procurar algum lugar para dançar salsa.

Pertinho dali ficava a Plaza Céspedes, uma praça muito bonita, com uma estrutura em cima dos bancos com plantas trepadeiras, ótimo para proteger as pessoas do sol durante o dia. É lá que ficava um dos pontos de wifi da cidade e também uma loja da ETECSA.

Praça em Trinidad Cuba
Pessoas aproveitando o ponto de wifi na praça em Trinidad

Para o jantar, a Yoli ligou para o companheiro dela, que era dono de um restaurante, e acabei indo lá para comer, onde ganhei um descontinho… rs. Provei o prato típico Ropa Vieja, que é um ensopado de carne seca. O restaurante dele fica pertinho da Casa de La Trova e é muito bom! Saiu cerca de 10 CUC tudo.

o que comer em cuba ropa vieja
Ropa Vieja

Ali mesmo já havia as casas de salsa e entrei na Casa de La Trova, por 1 CUC. O lugar não é grande e lá dentro havia mesinhas e uma mini pista de dança com música ao vivo e alguns casais dançando a pura salsa cubana! Um senhorzinho cubano me tirou pra dançar assim que entrei e acabei fazendo amizade com ele e depois com outro senhor, que também dançou comigo, o Ascanio.

O primeiro senhor parece que era professor de salsa (mas confesso que não foi muito legal dançar com ele) e ele puxou muito papo comigo, queria porque queria me levar em casa depois, dizendo que era perigoso eu andar sozinha… mas não vi necessidade e consegui me desvencilhar.

Como já contei no post sobre meu roteiro de 3 dias em Havana, os cubanos são realmente insistentes!

Era uma noite de domingo e a Casa de La Trova fechou por volta da meia noite. De lá, um rapaz (que também havia dançado comigo) comentou que algumas pessoas iam continuar a noite na Casa de la Musica, no final da rua por ali mesmo, mas eu não estava no pique e voltei para casa.

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As ruas estavam extremamente vazias e silenciosas e eu teria tido medo se não estivesse em Cuba, mas como estava em um dos países mais seguros do mundo, aproveitei a caminhada noturna e a calmaria do retorno.

E aqui vai uma dica: as ruas de pedra de Trinidad me lembraram muito a cidade de Paraty, no Rio de Janeiro. Ainda bem que eu estava de tênis, pois é bastante irregular e as calçadas são bem estreitas também.

Quando cheguei na casa da Yoli acabei conhecendo os pais dela, que foram visitá-la. O pai dela trabalhava com o passeio ao Salto do Caburny, famoso na cidade, que consiste em andar a cavalo até uma cachoeira.

Já marcamos o pequeno tour para o dia seguinte às 9 horas!

Roteiro de 3 dias em Trinidad – dia 2

Passeio a cavalo e centrinho de Trinidad

O pai de Yoli apareceu de bicicleta e eu peguei carona com ele até o ponto onde ficavam os cavalos (sim, fui de carona de bicicleta mesmo!), onde encontrei uma turista italiana, a Marta, e iniciamos o passeio eu, ela e o guia, chamado Angel.

Os cavalos sabiam o caminho já, mas às vezes dava umas rebeldias neles e eles viravam errado as ruas. Porém, foi tudo tranquilo, era só usar a rédea ou gritar para o Angel, que “salvou” a italiana muitas vezes. A paisagem pelo caminho é bonita e a gente chega a atravessar até um pequeno rio com os cavalos.

O passeio para a cachoeira do Salto do Caburny foi 15 CUC, mas a cachoeira fica dentro de um Parque Nacional, então, ainda tem o valor da entrada que é 6 CUC.

roteiro de 3 dias em trinidad cuba
Cachoeira do Salto do Caburny

No caminho, o Angel fez uma parada em um lugar onde uns cubanos serviam caldo de cana com rum ou limão que custou cerca de 2 CUC.

E tem uma parada também logo quando se chega na entrada da trilha pra cachoeira e desta vez o produto é o café, por 2 CUC.

Moído na hora, o café cubano é servido ali e a gente ainda ganha um pequeno charuto de “regalo” (presente, mas não vai achando que é aqueles charutos cubanos maravilhosos, é um bem simples).

Café e charuto cubano

A trilha para a cachoeira é bem tranquila e curta, alguns momentos de terra, outros de pedras e finalmente se chega na cachoeira, que é o primeiro ponto de parada/atração da região (existe a possibilidade de se conhecer mais a fundo).

Só a parte de baixo da cachoeira já é linda, com águas cristalinas azuladas, mas ainda dá pra subir as pedras e ir na parte de cima, que é onde as pessoas fazem o tal do salto para cair na água. O dia estava um pouco nublado, então creio que a água não estava na sua melhor beleza, mas foi o suficiente pra ter noção, é realmente azulzinha!

cachoeira salto del caburní cuba
Cachoeira Salto del Caburní

Acho que ficamos lá uns 40 minutos e voltamos para o início da trilha para encontrar o Angel, que nos esperava com os cavalos. A viagem de volta foi mais chata porque eu e a italiana já não aguentávamos. Pra gente que não tem o costume, começa a doer as coxas e o sol forte nos ombros já estava começando a pesar.

A volta é por outro caminho e existe ainda a opção de parar para almoço em um restaurante já quase na cidade, mas não quisemos e seguimos direto.

Já no centrinho de Trinidad, aproveitei para conhecer a cidade de dia. Caminhei pelas ruas de pedra, entrei nas inúmeras lojinhas de souvenir e nas tantas outras de arte que existem por lá. Tem muita loja de arte e galerias, e restaurantes também, onde eu escolhi um pra almoçar.

feirinha de artesanato de Cuba
Feirinha Trinidad

Depois fui descansar em casa pra mais tarde ir jantar e dançar. A Yoli sempre muito receptiva, me ofereceu café quando cheguei, conversamos um pouco também. Na casa dela tem um terracinho muito gostoso, ótimo para passar o final de tarde lendo, que foi o que fiz.

👉 Leia também: Como é ficar em uma casa particular em Cuba?

À noite, voltei ao centro para ir direto na Casa de La Musica e encontrei Marta, a italiana.

A Casa de La Musica é bem maior que a Casa de la Trova. Demorei pra entender que era um lugar de salsa porque ele é aberto e em uma enorme escadaria ao lado da Igreja na Plaza Mayor. Pra entrar tem que pagar 1 CUC (o banheiro de lá também se paga à parte).

Lotado de mesas, o palco é bem grande e é onde acontecem as apresentações das bandas de salsa, com direito a holofotes e tudo! Na frente do palco tem um espacinho pra dançar, que é pequeno, mas maior que o da concorrente.

Casa de la Musica Trinidad Cuba
Casa de la Música

Acabei encontrando o Ascanio e dançamos novamente. Ele me explicou várias coisas sobre a cidade e principalmente a salsa. Por exemplo, ali, reparei que tinha dois rapazes e uma moça que dançavam demais e ele me contou que eram professores de salsa também. Só que eu reparei que só dançavam entre eles! Mas isso tinha uma razão…

Ascanio me contou que em Cuba, principalmente em Trinidad, onde isso é mais forte, os professores de salsa são proibidos de dançar com estrangeiros fora das aulas, com o risco de serem presos! E tem fiscalização sim! Em vários momentos eu via subindo pelas escadarias um grupo de policiais olhando tudo.

Conclusão: acabei dançando todas as noites só com o Ascanio, pois a cidade não estava cheia porque não fui em alta temporada e o dia da semana não ajudou (noites de segunda e terça, mais vazias), então, não tinha muitas opções de parceiros de dança. Mas Ascanio dançava bem e era simpático e, como a cidade é minúscula, eu sempre o encontrava sem nem precisar combinar nada. Terminei a noite ali, na Casa de La Musica.

clube de salsa havana

Roteiro de 3 dias em Trinidad – dia 3

Playa Ancón

Deixei o último dia em Trinidad para ir à praia. Saí da casa com o intuito de pegar um ônibus local para a Playa Ancón que saía pertinho da casa da Yoli e fazia o trajeto de ida e volta por 5 CUC.

Lá mesmo na rua do ônibus a oferta de táxis é enorme, mas eu queria economizar e estavam cobrando muito mais. Até que um mototáxi me chamou e fez uma oferta boa e eu aceitei.

O veículo era como se fosse um bicitaxi aperfeiçoado: uma moto com a pequena caçamba atrás que carregava cerca de 6 pessoas. Chegaríamos mais rápido na praia e ele ficou à disposição de combinarmos horário. Fomos em um pequeno grupo de estrangeiros, com um horário combinado na volta, por 4 CUC.

roteiro de viagem em Cuba
No mototaxi rumo a praia

São cerca de 30 minutos de viagem até a Playa Ancón, que é bonita e muito tranquila. Chegamos pela manhã e, mesmo mais tarde, apesar do movimento ter aumentado, ainda estava mais pro vazio (não sei como seria em um final de semana ou temporada).

O ruim é que o dia estava nublado então eu não vi a total beleza das águas, mas deu pra perceber que ela é de fato bem caribenha: azul transparente.

👉 Você vai gostar de ver também: Qual a melhor época para viajar para Cuba?

praia Ancón em Cuba
Playa Ancón, em Trinidad, Cuba

A opção é pouca, mas existem pequenos bares e restaurantes que servem bebidas, lanches e almoço, por preços não tão diferentes da cidade. Passei a tarde toda lá até dar 16 horas, o combinado com o motorista.

Na volta, eu fui até a rodoviária da Via Azul para comprar a passagem do dia seguinte para Santiago (seria a viagem mais longa, de 12 horas), mas ela já estava fechada – e até hoje eu não sei o horário oficial de fechamento, já que cada um falava uma coisa. Por fim, descobri que podia chegar no dia seguinte, já com a mala, e comprar na hora.

Aproveitei que ainda era dia e fui andar mais pela cidade e acabei subindo na torre da igreja do Museo Municipal, também chamado de Palácio Cantero.

Palácio Cantero Trinidad Cuba
Foto: Shutterstock

Paga-se para subir as escadarias que levam até o sino, mas vale a pena, a vista da cidade é incrível, até a praia é possível ver! Não visitei o museu em si, só subi no campanário.

Dica: vá na hora do pôr do sol, que é por volta das 19:30h.

Voltei para casa, descansei e a noite saí de novo para comer e desta vez conhecer uma balada famosa em Trinidad, a Disco Ayala, conhecida como La Cueva.

Busca por Restaurante

Na busca por um restaurante, acabei aceitando a propaganda de um rapaz que estava com um cardápio na mão na Plaza Mayor. Ele me levou até o Paladar, com comida “muy rica”, segundo ele, que ficava dentro de uma casa, perto do Palácio Cantero. Foi engraçado porque não chegava nunca… a gente entrou na sala de uma casa, foi andando até os fundos, passamos pelo quintal, subimos as escadas e, finalmente, no terraço, onde ficavam as mesinhas e havia um moço tocando violão.

Sinceramente, achei somente OK, mas acabei ficando por ali. Depois me arrependi porque a comida não estava muito boa e, ainda por cima, no dia seguinte eu passei mal, ou seja, grandes chances (mas não tenho como saber) de ter sido essa comida. Pedi um pescado e um suco de manga e tudo estava com um gosto meio estranho. Fiquei pouco tempo lá e saí para dançar.

o que fazer em Cuba
Plaza Mayor de Trinidad

Disco Ayala – La Cueva

A Disco Ayala abria só mais tarde, então aproveitei para dançar salsa pela última vez na Casa de La Musica, onde trombei novamente com o Ascanio!

Depois fui para a La Cueva, que é literalmente uma “balada na cova”, dentro de uma caverna. Fica a uns 5 minutos do centrinho e, quando se chega perto, a rua vira de terra.

Na entrada, é preciso descer uma escada de pedra para entrar no buraco da caverna. A balada só tem o chão de ‘falso’, com azulejo, mas todo o resto, as paredes, teto, tudo faz parte da caverna originalmente. O ruim do piso assim é que ele fica completamente molhado por conta da água natural das rochas que cai o tempo todo das paredes e do teto, então a pista de dança é meio escorregadia. Tem um bar lá dentro também e banheiros, que é pago.

Não toca salsa lá dentro, é mais reggaeton e black music, mas rola arriscar uns passinhos de salsa no ritmo. Fiz amizade com um moço enquanto estava subindo a rua. Bom, na verdade, ele me chamou – com a naturalidade cubana que eu já estava acostumada – e acabei me juntando a ele e aos amigos dele lá dentro.

Como no dia seguinte eu iria cedo para Santiago, não fiquei até tarde na balada e voltei para casa a pé, sozinha, nas ruas vazias, tranquilamente…

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Despedida de Trinidad… só que não

Meus passeios em Trinidad haviam acabado. A cidade é bem pequena e, se você não quiser visitar em detalhes os museus ou repetir a praia e os rolês de salsa, três dias é mais do que suficiente.

Por isso eu decidi já ir para Santiago de ônibus da Via Azul, mas o destino quis que eu ficasse mais um dia em Trinidad…

Passei mal de madrugada e fiquei o dia seguinte inteiro enjoada e praticamente de cama. Não tinha condições de fazer nenhuma viagem. A Yoli me ajudou muito, fazendo chás de ervas do próprio quintal. Só no final da tarde, já um pouco melhor, fui na rodoviária verificar novamente o esquema das passagens e voltei para a casa. Nem pude aproveitar mais uma salsinha a noite…

Nem preciso dizer que, além de obrigatório para Cuba, um ótimo seguro viagem em qualquer viagem é altamente recomendado, né?

No dia seguinte, já melhor, arrumei as coisas, me despedi da Yoli e fui caminhando até a rodoviária, onde encontrei o motorista do ônibus e comprei a passagem, embarquei e parti de Trinidad rumo a Santiago de Cuba!

Tá gostando do relato da minha viagem? Não esqueça que, antes deste roteiro de 3 dias em Trinidad, temos a primeira parte, que foi o roteiro de 3 dias em Havana.

Boa viagem!

Texto e fotos: Luciana Console

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1 COMENTÁRIO

  1. Na minha opinião, Trinidad é uma das mais bonitas cidades de Cuba. Depois há várias mais pequenas mas igualmente, como por exemplo a encantadora Remédios – conheces? Abraço e boas viagens.

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