Post atualizado em 30/05/2025
Fazer uma viagem para Amazônia é o sonho de muita gente que deseja conhecer a maior floresta tropical do mundo, não é mesmo?
Mas eu, além de ter tido o privilégio de morar lá (verdade!) ainda fiz com a família um roteiro de 5 dias pela Amazônia que ficou em nossas memórias como uma das nossas viagens inesquecíveis. E olha que já viajamos MUITO!
Por quê? Vou te contar tudo o que fizemos!
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Viagem para Amazônia
Para quem pensa que a Amazônia é só para gringo, está enganado. Sim, não é muito barato, mas é possível. Se você ficar de olho nas promoções de passagens aéreas é possível conseguir voos com boas tarifas para Manaus, nosso ponto de partida para essa aventura.
Nós escolhemos ir num voo que saía de noite e chegamos em Manaus às 00h, para que no dia seguinte já pudesse começar meu passeio logo pela manhã.
Nós ficamos em um hostel em Manaus bem simples mesmo, já que seria somente para dormir essa noite, pois no dia seguinte já iríamos nos aventurar na selva.
Em seguida vou relatar um “resumo” da nossa viagem para Amazônia, o nosso roteiro de 5 dias na Amazônia, para que você tenha uma ideia das possibilidades. Mas não deixe de ler também nossos outros artigos sobre a Amazônia.
| Sumário: |

Nós contratamos um tour pela Amazônia organizado na época por um hostel de selva que estava terminando de ser feito, mas já tinha uma certa estrutura. Não temos o contato deles.
Mas há diversas opções pela internet de passeios pela Amazônia de 2, 3, 4 ou mais dias. Eu sugiro contratar em sites especializados e que já têm nome e credibilidade. Veja abaixo algumas opções:
- Tour de 2 dias pela floresta amazônica
- Tour de 3 dias pela selva amazônica
- Tour de 4 dias pelo rio Negro
E veja também todas as opções no site da GetYourGuide.
Bom, vamos ao roteiro que fizemos em nossa viagem para Amazônia!
Roteiro Amazônia – DIA 1:
Por volta das 9h saímos de nosso hostel carregando tudo – junto com o guia que foi nos buscar -, e seguimos a pé em direção ao porto de Manaus, onde pegamos um barco rumo a nossa base na floresta.
Começamos a navegar e foram quase 3 horas pelo Rio Negro. Fomos na época da cheia (abril) e no caminho passamos por cima da copa de muitas árvores! Fomos em um ano que foi uma das maiores cheias que já houve por lá.
Confira => Destaques da Amazônia

Chegamos ao hostel de selva por voltas das 12h, nos acomodamos no quarto e fomos almoçar. O almoço foi… peixe!! Claro, dieta básica de lá.
Mas foi peixe na brasa, maravilhoso.

Depois do almoço saímos em uma espécie de canoa motorizada para conhecer os igapós próximos.
Demos uma parada para tentar pescar piranha e só eu mesmo que peguei uma. Todo mundo quis ver de perto, olhas os temidos dentres, depois soltamos ela.
De Manaus: Passeio às Cachoeiras de Presidente Figueiredo

No fim da tarde, paramos nossa canoa no meio do rio (imenso!), numa área com algumas copas de árvores, que é o local escolhido pelas andorinhas para dormir.
Assistimos a uma verdadeira revoada dos pássaros.
De princípio havia muito poucas, mas nosso guia garantiu que logo seriam milhares (segundo ele, às 18:04h eles começariam o show).
E não é que os passarinhos são pontuais mesmo?! Às 18 horas e alguns minutos começaram a vir milhares deles, rodando no ar e mergulhando nas árvores como se fossem mísseis: espetacular!!!
Quando eu falo em “milhares” não estou exagerando…
Ao final da revoada dos pássaros já era noite e, então, seguimos para uma focagem de jacaré, ou seja, procurar jacarés nas margens do rio com uma lanterna. A gente vai focando a lanterna pelo meio do mato esperando que a luz reflita nos olhos do bicho, nos mostrando onde ele esta.
É uma sensação incrível: noite fechada, num barquinho no meio de um rio enorme e “caçando” um jacaré, que possivelmente seria maior que nossa canoa.
Não, não achamos um grandão (graças à Deus), mas conseguimos pegar um filhotinho. Valeu a aventura!!!
Super dica => De Manaus: Cruzeiro de 3 ou 4 Dias Rio Negro e Anavilhanas

Depois disso, fomos para a nossa primeira noite de sono no meio do mato, em nosso hostel.
Viagem pela Amazônia – DIA 2:
Logo de manhã, após o café, saímos para uma caminhada de mais de 4 horas pelo meio da selva, conhecendo árvores, frutas e bebendo água de cipó (delícia).
Vimos alguns animais incríveis, entre eles muitos insetos e uma aranha caranguejeira, que o guia nos fez pegar… rs Ah, e ele nos fez também tentar subir nas árvores com a técnica dele… que parecia muito simples, mas quando você tenta é impossível!


Voltamos ao acampamento para almoçar e, depois do almoço, estávamos todos equipados para ter uma noite na selva. Esse era um dos pontos altos da nossa viagem para Amazônia, super esperado. A gente ia (sim, ia, mas não foi) dormir no meio do mato, em uma barraca.
Seguimos em nossa canoa por horas, embrenhamo-nos por áreas alagadas: o cenário solitário era cinematográfico.
Eis que, simplesmente, a área em que acamparíamos tinha sido coberta pela água de um dia para o outro: simplesmente sumiu do mapa!!! Nosso guia ainda tentou encontrar outro lugar, mas nada… (eu não disse que foi uma super cheia?)
Então, qual seria o plano B? O plano B apareceu na hora: nossa única opção: tentar dormir na varanda da casa de algum ribeirinho, pois não poderíamos voltar para nosso hostel, já que não havia quartos para nós lá naquela noite (afinal, iríamos dormir na mata), e também porque queríamos aventura!
Ok, partimos para encontrar alguém que nos aceitasse.
Imperdível => Manaus: 2, 3 ou 4 Dias na Selva Amazônica com Acomodação

Mas, calma, ainda não acabaram os contratempos…
De repente, no meio daquela selva fechada, em um igarapé (um braço do rio) e longe do rio principal, o motor da canoa pifou. Sim: PIFOU!!! No meio do nada, longe de qualquer chance de ajuda.
Parece mentira, mas é a mais pura verdade.
Nossa tentativa, quase patética, foi cortar galhos de árvore e tentar remar até o rio principal (onde outros barcos passariam). Enquanto isso, nosso guia desesperado tentava consertar o motor.
O silêncio era sepulcral!!! Só se ouvia os “remos” na água. Para nossa felicidade, José – o super guia – consertou o motor e conseguimos sair dali: um alívio geral!!!

Logo depois, estávamos todos desesperados para achar algo em que colocar os pés além da canoa, mas o José entrou com tudo no meio do mato, chegando a derrubar algumas pessoas com um galho que passou por cima da canoa, inclusive eu. Cena de comédia, com todo mundo desesperado.
Ele sai da canoa, entra no mato, entra na água, sobe numa árvore e, momentos depois, volta com uma preguiça! Isso mesmo, uma preguiça! Aliás, que disposição!! rs
Ele a viu lá de longe, entrou no mato e a pegou pra gente tirar fotos. Linda!!!

Finalmente, partimos para a casa de um ribeirinho – uma casa flutuante – que prontamente cedeu sua varanda para todo o grupo e sua esposa ainda preparou um excelente jantar com os ingredientes que tínhamos.
Experiência ímpar, que relatei em um outro post, pois merece riqueza de detalhes!!! Um verdadeiro turismos antropológico!!!
Antes do jantar, o dono da casa nos levou para uns drinks na comunidade próxima, em um bar (flutuante).
E, por fim, então, passamos nossa noite numa rede, pendurada na varanda da casa flutuante de um nativo no meio da floresta. Um céu estrelado que doía, uma barulheira de sapos e outros bichos que nem ouso imaginar quais eram. Indescritível!!!

Viagem para Amazônia – DIA 3:
Outro dia cheio em nossa viagem para Amazônia. Acordamos beeem cedo, com o sol nascendo e com os botos cor de rosa pulando na nossa frente. Isso mesmo, estávamos na região onde se faz o mergulho com eles.
Tomamos nosso café da manhã vendo esse espetáculo.
As crianças da casa já estavam pulando no rio para brincar e tomar banho, numa alegria que dava gosto de ver.

Então, fomos nós para um mergulho no rio junto com os botos. É muito legal estar ali com os botos nadando ao nosso lado!
Infelizmente (ou não) o rio Negro é tão escuro (o que justifica o seu nome) que só vemos os botos quando eles vem bem à tona ou estão bem do nosso lado. De repente, sentíamos algum deles batendo em nossa pernas, mas logo eles se iam.

Em seguida, fomos visitar uma aldeia indígena e tivemos a sorte de assistir um ritual deles.
Além de assistir suas danças e rituais, eles nos convidam para entrar na dança e, quem quiser, a receber pinturas no rosto como eles.
É um passeio “turístico”, é claro, mas bem realista, em uma aldeia de verdade.

Para terminar nossa manhã, curtimos uma “praia” de rio. E depois do almoço, foi a hora de pegar o barco de volta para Manaus.
Afinal, acabou a aventura no meio da mata, mas ainda tem mais para ver!!
Todo mundo cansado, fomos descansar para amanhã.
Roteiro pela Amazônia – DIA 4:
Por volta das 9h, mais uma vez fomos para o porto e pegamos uma voadeira (lancha local) para ver o Encontro das Águas entre o rio Negro e o rio Solimões.
O tempo não estava muito bom, estava sem sol, então não deu muito contraste para ver as duas cores dos rios…
Um detalhe legal: o piloto da voadeira trabalhou com Jacques Cousteau, na época em que ele fez aqueles documentários na Amazônia!

Em seguida, fomos a casa de um riberinho que cria preguiça, jacaré, sucuris, pirarucus entre outros animais para os turistas tirarem fotos.
E para terminar o passeio da manhã, fomos ao Parque Ecológico Janauari, onde pudemos observar diversas vitórias-régias e um jacaré adulto.

Voltamos para Manaus. De tarde seguimos para a visita guiada ao Teatro Amazonas e depois para a feirinha de artesanato, loja de guaraná e ao Mercado (em frente ao Porto) comprar ervas.
De noite, na praça onde está localizado o Teatro há alguns barzinhos e restaurantes, e, também a barraca da Gisela, onde você poderá comer tacacá, comida típica com um sabor bem exótico.
Quer saber o qué? Visite nosso post sobre as bebidas e comidas da Amazônia.
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Roteiro na Amazônia – DIA 5:
Infelizmente, chegou o dia de ir embora: hoje só deu para fazer as comprinhas finais, tirar as últimas fotos e… rumo ao aeroporto, para algumas boas horas de avião.
Fim da aventura!!!
Como perceberam, fomos na época da cheia. Se quiserem ir na seca, setembro ou outubro é uma boa opção.
Dicas: se for viajar para lá em grupo ou em família, ao menos umas 4 pessoas, sai mais em contra chegar no porto e negociar um barco com algum pescador, do que contratar tours (que são bem caros em geral).
Um barco médio, com cozinha, banheiro e com espaço para dormir (com redes ou colchonetes) pode ser conseguido com pagamento por dia, dependendo de seu poder de negociação. Eles podem ficar dias a sua disposição e te levar onde quiser. Algumas sugestões de destinos é ir até o arquipélago de Anavilhanas ou, se tiver mais tempo, até Novo Airão.
Bom, este post era para ser um resumo das aventuras, mas acabou ficando maior do que o esperado.
Não deixe de ler todos os nossos outros posts sobres nossa viagem para a Amazônia.
Boa viagem!!!!
Leia mais:
- O que fazer em Manaus
- Roteiro na Amazônia – dia 1
- Roteiro na Amazônia – dia 2
- Roteiro na Amazônia – dia 3
- Comidas típicas da Amazônia
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Olá, parabéns pelo post!
Vc tem ainda o contato do guia?
Obrigada!
Infelizmente não!
Oi ana, Adorei o seu roteiro, estamos pensando viajar para o proximo ano para fazer tudo isso que voce fez, muito legal. obrigado pela informacao.
Cara Ana,
Estou me planejando viajar para a Amazônia em maio de 2016, para ficar 7 dias, mas também tenho muitas dúvidas sobre hospedagem em hostel, passeios em lugares que possa sentir a floresta e não tão distante de Manaus e atrativos locais que remetam à cultura indígena. Estou tão ansioso para conhecer a maior floresta do mundo, mas fico confuso para iniciar o planejamento, pois queria visitar lugares que mostrassem a exuberância da floresta. Sua viagem me deixou arrepiado! Juro que não sei por onde começar com tanta diversidade.