Por: Declev Dib-Ferreira - Atualizado em 05/04/2020

Conhecer a Amazônia é uma experiência incrível, pois para nós, da cidade, tudo lá é diferente. É uma outra vida, outra percepção das coisas, outra visão de mundo.

Fiz um post sobre a Amazônia, onde tentei mostrar um pouquinho do que vimos da grandiosidade da maior floresta tropical do mundo. Mas o fato é que as fotos nem sempre dão conta, só mostram um pedacinho da realidade.

Quando fomos à Manaus, fizemos um tour pela selva (vejam o roteiro de 5 dias na Amazônia) e, no tour, uma das noites passamos na casa de um nativo, na beira do rio. A ida até lá valeria a pena só por conta disso.

Chegamos ao local, uma espécie de pequeno recanto, pequena “baía” numa parte do rio, onde se vê umas três ou quatro casas flutuantes, distantes uns cem metros uma das outras.

As casas flutuantes são construídas sobre enormes troncos, todas de madeira, e elas acompanham a cheia do rio, subindo e descendo conforme manda a natureza.

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Viagem Floresta Amazônica - Turismo antropológico: dormir na casa de um ribeirinho em plena floresta amazônica

Turismo antropológico

Fomos na época de uma cheia histórica, a maior em dezenas de anos. Para se ter uma ideia, onde estávamos existe uma cachoeira com uns 7 metros de queda d’água, mas estávamos flutuando a vários metros acima dela!

Chegamos à casa do ribeirinho ao entardecer, praticamente noite. Já estavam lá dois rapazes, um brasileiro e um alemão.

A casa, bem simples, tinha uma grande varanda na frente, onde os barcos são atracados. O banheiro era uma “casinha” de madeira ao lado da casa. A descarga? Pega-se a água do rio com um balde ali do lado mesmo e joga-se na privada. Pra onde vai? Ora, pra essa mesma água… Mas é tanta água, que nem faz cosquinha, a água é limpinha.

A parede da casa estava cheia de fotos de turistas, dos moradores, cartazes da Amazônia e… um cartaz do vasco campeão brasileiro de 2009.

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Selva Amazônica 2 - Turismo antropológico: dormir na casa de um ribeirinho em plena floresta amazônicaConversando com nosso guia, que morava numa das casas ali “ao lado”, descobrimos que ali era uma “vila”. Isso mesmo, uma vila de casas flutuantes! “Mas uma vila só com 4 casas”, perguntamos. “Não, não, ali pra trás tem mais casas. Tem ate uma vendinha, um barzinho…”

Mais um monte de casas flutuantes! Um barzinho flutuante! Fomos conhecer, claro.

Entramos todos no barco e eles nos levaram lá. Um breu danado, só dava pra ver as estrelas e nós ali, num pequeno barco no meio da floresta amazônica! De fato, depois de uns 200 metros chegamos à vendinha flutuante, toda arrumadinha, pintada, com mesas, cadeiras e cerveja gelada! Até mesmo uma mesa de sinuca! O local era, ao mesmo tempo, a casa da dona do estabelecimento. Tomamos algumas, conversamos com a dona e voltamos.

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Selva Amazônica 3 - Turismo antropológico: dormir na casa de um ribeirinho em plena floresta amazônica

Na volta, o casal nos fez comida típica: arroz branco e uma peixada. Depois da janta, a arrumação para dormir: esticar as mais de dez redes pela varanda da casa. Ficaríamos todos na varanda, na beirinha do rio. Penduramos as redes e cada um escolheu a sua. Os que ficaram na beira do rio tinha o barulhinho da água e, de quebra, a brisa.

Selva Amazônica 4 - Turismo antropológico: dormir na casa de um ribeirinho em plena floresta amazônica

Por fim, uma noite extremamente linda e estrelada.

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Selva Amazônica 6 - Turismo antropológico: dormir na casa de um ribeirinho em plena floresta amazônica

Realmente, uma noite inesquecível e super diferente.

Boa viagem!

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Autor
Declev Dib-Ferreira
Declev Reynier Dib-Ferreira é fotógrafo e editor do blog Turista Profissional, acompanhando de perto todas as aventuras e histórias contadas aqui. É professor de ciências e doutor em Meio Ambiente. Mantém também o blog Diário do Professor, sobre educação.
    0 Comentários
    1. Olá! Boa noite!

      Eu tenho um casal de amigas que têm um sonho de cruzar a Amazônia subindo o Rio Amazonas numa grande expedição de imersão na floresta. Eu gostaria de saber se você ainda faz estas excursões ou se conhece guias confiáveis para acompanhá-las. Obrigado!

      1. Eu nunca organizei esse tipo de excursão, fiz a viagem como muitos outros fazem. E não, não tenho nenhum contato par te passar, pois arrumei tudo lá no dia. Boa viagem!

    2. Oi!
      incrível isso tudo. Como aconteceu isso? Conversando com pessoas no porto? com barqueiros? com quem? gostei tanto dessa idéia que queria fazer tudo pra tentar q acontecessa! qualquer dica é bem vinda 😉

      obrigada!!

      1. Sim, conversamos com o nosso guia e ele arrumou tudo de um dia para o outro. Foi o melhor da viagem!

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