Como é viajar para Cuba sozinha

Se você tem dúvidas de como é viajar para Cuba sozinha, eu vou contar a minha experiência e você vai ver que não é um bicho de 7 cabeças.

Cuba foi a primeira viagem grande que fiz completamente sozinha. O medo de nunca ter feito algo dessa proporção e também a questão da segurança de uma mulher viajando sozinha foram coisas que apareceram demais enquanto planejava tudo.

Mas ter escolhido Cuba como destino do meu primeiro mochilão sozinha foi um dos fatores que me fortaleceu e permitiu eu dar este grande salto na minha vida de viajante.

Inicialmente, eu ia com minhas primas, mas elas tiveram alguns problemas e não puderam ir. Eu me vi na situação de ter que desistir da viagem ou me jogar e eu optei por me jogar, mas não sem prudência, claro. O resultado disso foi uma das melhores viagens que fiz na vida!

Museu da Revolução em Havana
Museu da Revolução

Viajar para Cuba sozinha

Aqui vou analisar vários aspectos de Cuba, os quais eu pude sentir na prática. Assim, você pode ir preparada pro que vai encontrar.

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Segurança

A ilha caribenha é considerada o lugar mais seguro para mulheres no mundo. Os índices de violência no geral são bem baixos em Cuba e, em relação às mulheres, é menor ainda, comparado com outros países.

Seja porque a desigualdade de gênero não é gritante, seja porque as penas são mais duras… enfim, análises à parte, eu constatei por experiência própria que viajar para Cuba é, de fato, bem seguro mesmo.

Só por isso minha viagem já contou com um obstáculo a menos: eu não precisaria pensar duas vezes antes de pôr o pé pra fora da hospedagem, não precisaria ficar preocupada com horários e nem deixar de fazer algo por questões de segurança ou julgamento – como infelizmente e normalmente nós, mulheres, precisamos fazer no dia a dia.

melhor época para viajar para Cuba

Eu andei pelas ruas à noite sozinha, peguei táxi sozinha e fiz amigos cubanos e os acompanhei em rolês, tudo sozinha. Claro que o bom senso e a observação não podem ser deixados de lado, mas Cuba me permitiu ficar tranquila nessa situações. É interessante porque parece que dá pra sentir mesmo essa segurança nas ruas. Por isso que acredito que ter escolhido Cuba para ser a minha primeira viagem sozinha foi a melhor coisa que fiz.

Um dos exemplos é quando eu estava voltando de Habana Vieja sozinha às duas da manhã pelas ruas escuras. Era comum, de repente, eu me deparar com uma porta de casa aberta e ter uma senhora vendo TV, ou então, ouvir um barulho e ver uma criança saltitando atrás de mim, ou uma mulher, ou uma família sentada na guia da calçada conversando. O que demonstra que a segurança é real mesmo, pois os próprios cubanos ficam tranquilos.

👉 Leia também: Preços em Cuba: quanto se gasta em uma viagem para lá?

Assédio

Uma coisa que já haviam me relatado e eu li em muitos blogs também é que o assédio dos homens é muito forte, principalmente com as estrangeiras. Esse é um ponto que pode parecer contraditório com a questão da segurança, mas na verdade é bem simples.

O assédio é real e é muito forte mesmo, porém, é diferente! Os cubanos chegam perguntando de onde você é, puxando papo, querendo saber da sua vida, convidam para conhecer lugares, se oferecem para ajudar, elogiam. É como mais um xaveco forte. Não tem puxão de braço, não tem violência, não tem desrespeito, não dá medo.

Claro que enche um pouco o saco. A gente não consegue andar uma quadra sem ser chamada, mas eu não fiquei com medo de sofrer violência sexual em nenhum momento.

Eu me irritei em muitos momentos porque não aguentava mais ter que ficar cortando e respondendo os cubanos, sendo que eu só queria dar um passeio em paz. A dica que dou é desenvolver paciência e não ter dó de dar os cortes, senão eles vão continuar.

Mesmo assim, não encaro como ponto negativo ao pensar em viajar para Cuba, porque me senti segura o tempo inteiro no país.

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Abertura e calorosidade cubana

O fato de a internet não ser de tão fácil acesso, a princípio foi algo que me aterrorizou um pouco, afinal, eu não poderia simplesmente mandar um whatsapp para uma amiga, caso precisasse de apoio emocional. Também não ia conseguir fazer uma pesquisa rápida no Google para tirar dúvidas de lugares. Eu ia ter que descobrir na “raça” mesmo, ou seja, conversando e socializando com as pessoas, o que não foi nada difícil já que os cubanos são muito receptivos.

Internet em Cuba
Cubanos e turistas conectando à internet em um dos pontos de wifi em Havana

Apesar da parte negativa do assédio, que é de testar nossa paciência, essa abertura e “puxação” de papo me proporcionou conhecer Cuba de outra maneira. Eu praticamente não viajei sozinha, de tanto que fiquei conversando com cubanos ao longo das caminhadas nas cidades em que fiquei.

Fiz muitos amigos assim e descobri lugares e coisas históricas que eu tenho certeza que não teria acesso se estivesse fechada para as pessoas (coisas que o medo faz). Consegui preços mais baixos, mudei roteiros, organizei viagens para outras cidades com ajuda de cubanos, enfim… Aproveite essa característica dos cubanos para conhecer a cultura e aprender também. Quando trocamos com os outros sempre aprendemos algo.

Em relação às andanças, como não tinha acesso direto à internet, eu baixei um mapa muito bom que usei na viagem toda: é o Maps.Me. Ele funciona offline, então baixe-o ainda no Brasil, faça o download do mapa de Cuba e pronto! Ele ainda mostra a sua localização em tempo real por conta do GPS do celular.

Ladeiras de Santiago de Cuba
Ladeiras de Santiago de Cuba

Igualdade de gênero e respeito

Conhecidos meus, inclusive minha prima que ia viajar comigo (ela se formou em medicina em Cuba, então morou lá por muitos anos), já haviam me contado que a cultura em Cuba em relação às mulheres é, de fato, mais igualitária. A vida sexual das mulheres, por exemplo, não é questionada igual em outros países e no Brasil, então, rola um respeito maior sim. Algumas pessoas podem não perceber isso, por conta do assédio forte de que já falei, mas, prestando atenção, dá pra ver que é diferente.

O calor absurdo de Cuba faz com que tenhamos que usar roupas curtas o tempo todo, então, o modo de se vestir das mulheres se parece com o Brasil. Roupas curtas são muito usadas, só que eu percebi que não é considerado desrespeitoso e nem faz com que os homens se sintam permitidos a assediar por isso.

Salsa em Cuba
Pessoas dançando salsa em uma das praças centrais em Havana – Foto: Shutterstock

Eu constatei essas coisas logo quando cheguei no aeroporto, já que as funcionárias do local, tanto aeroporto como a imigração, usavam um uniforme que tenho certeza que nunca seria permitido no Brasil nestes ambientes. Era um uniforme formal, com camisa e saia, porém a saia era curta e vi que era moda usar uma meia-calça de renda com desenho de flores, que me lembrou um pouco as famosas meias arrastão. Eu achei o máximo!

Em algumas casas em que fiquei, também fui orientada pelas donas, logo no primeiro dia, de que não era permitido “levar pessoas para lá”, se é que me entendem. Achei bem interessante, porque o jeito que elas falavam era super tranquilo, de uma forma sem julgamentos, ou seja, o problema não seria a questão da moralidade e, sim, precaução para a casa não virar bagunça, já que todos os hóspedes são registrados direitinho em um livro controlado pelo governo.

👉 Veja como foi minha experiência: Como é ficar em uma casa particular em Cuba?

Claro que existe machismo, não tem como. As mulheres sempre terão que ter cuidados que os homens não precisam quando se viaja sem companhia.

Porém, Cuba fez eu me sentir mais livre e sem medo, como mulher mesmo. Provavelmente em outra viagem para outro país eu tenha que reavaliar os cuidados e não sei se me permitiria tanto, infelizmente.

Se você está pretendendo viajar para Cuba, vá sem medo. Mas, antes, não deixe de ver todas as dicas de Cuba que já publicamos aqui no blog. E fique de olho, porque ainda virão outras!

Boa viagem!

Texto e fotos: Luciana Console

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