Post atualizado em 11/05/2026
Vincent Van Gogh é um dos pintores mais famosos do mundo e mestre do chamado pós-impressionismo. Porém, sua obras só ficaram famosas após sua morte, em 1890, que ocorreu em uma pequena cidade a cerca de 30 km de Paris: Auvers-sur-Oise.
Os trabalhos do artista acompanhavam a mente perturbada e criativa do pintor, que costumava retratar cenas do cotidiano com pinceladas elípticas muito características de suas obras e com mistura de cores onde o amarelo aparece como destaque.
O despertar artístico aconteceu depois de adulto, quando começou a investir na carreira de pintor e contou com o apoio do irmão Theo, com quem sempre teve grandes laços afetivos, chegando até a morarem juntos na cidade de Paris, após Van Gogh passar por inúmeras cidades.
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Auvers-sur-Oise, a cidade onde Van Gogh morreu
Van Gogh sofria de surtos psicóticos, sendo este um dos motivos que provavelmente o levaram a cortar a própria orelha após uma briga com um amigo também artista.
O pintor chegou a ser internado em um hospital psiquiátrico e, ao sair de lá, resolveu se fixar no vilarejo de Auvers-sur-Oise, que foi a cidade onde Van Gogh morreu. Ele queria ficar perto do irmão Theo, mas não suportava mais o caos da capital francesa.
Assim que chegou à cidade, em 1890, Van Gogh se hospedou na pensão Ravoux Inn por 3,5 francos a diária. Era o quarto mais simples, no sótão, o que podia pagar no momento.
A pequena vila era também o local onde morava o Dr. Gachet, médico que acompanhou os distúrbios do artista em seus últimos 70 dias de vida, curto período de maior produção artística da carreira!
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Florescer das obras de Van Gogh
O curto período em Auvers-sur-Oise foi o suficiente para transformar a cidade onde Van Gogh morreu em cenário de suas principais obras primas.
A produção artística do pintor floresceu no local a ponto de criar mais de 70 pinturas. Entre elas, o famoso quadro “Campo de trigo em Auvers-sur-Oise”, “A Igreja de Auvers”, “O jardim de Daubigny”, “Château de Auvers”.

O interessante ao se visitar Auvers-sur-Oise é poder acompanhar a criatividade do pintor, já que estão espalhadas pela cidade diversas placas com as imagens dos quadros em frente às paisagens reais. É praticamente um “Van Gogh ao vivo”.
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A ideia é criar uma sensação de que naquele ponto Van Gogh fixou seu cavalete e pintou o quadro. É uma maneira muito bonita de nos aproximar do artista e de seu fazer artístico.
Para saber onde os pontos de interesse estão, passe pela Office de Tourisme de Auvers-sur-Oise e pegue o mapinha que eles têm.
Leia também: 24 cidades da França além de Paris

- Leia também: D’Orsay, o museu dos impressionistas em Paris
As diferentes versões sobre a morte de Van Gogh
Após um passeio em um dos belos cenários da região, Van Gogh voltou para o quarto da pensão com um tiro no abdômen. Ele recusou socorro, mas fez questão de avisar o irmão, que chegou dois dias depois a tempo de ver Van Gogh morrer em seus braços.
As circunstâncias indicavam que havia sido uma tentativa de suicídio e o histórico psicológico do artista também ajudou a confirmar a história. Até porque o artista demorou dois dias para morrer e neste tempo não acusou ninguém do disparo.
A morte do pintor foi devastadora para o irmão Theo, que faleceu apenas seis meses depois e foi enterrado ao lado de Van Gogh no cemitério de Auvers-sur-Oise.
Porém, estudos recentes têm levado autores a acreditar que o artista na verdade não só não se matou, como provavelmente tentou proteger quem disparou contra ele.
Um dos principais indícios é o ângulo em que a bala entrou no corpo do artista. A hipótese discutida atualmente diz que o tiro foi feito acidentalmente por dois conhecidos de Van Gogh em um momento descontraído dos três nos campos de trigo.
Para não prejudicá-los, justamente por ter sido um acidente, o pintor acabou assumindo a situação e morreu em decorrência da infecção do ferimento.
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Visita ao quarto de Van Gogh (no Auberge Ravoux)
O quarto onde Van Gogh morreu permaneceu fechado durante muito tempo… afinal, era um quarto de uma tragédia.
Mas, atualmente, é possível conhecer o cômodo, que está praticamente vazio, tem apenas uma cadeira e uma parede coberta por um vidro. Mas não é preciso ter nada ali dentro, pois o que vale é atmosfera que impera no ambiente.
A visita inclui o quarto do colega de Van Gogh, o holandês Anton Hirschig, que morava ao lado, onde as mobílias ainda permanecem intactas e assim dá pra ter uma noção de como era na época.
Há ainda uma outra sala, na qual um vídeo sobre a vida do artista é projetado na parede. E, claro, o próprio restaurante do “albergue”, onde o artista passou muitas horas no fim da sua curta vida.
O que mais visitar em Auvers-sur-Oise?
Um passeio pelas ruazinhas de Auvers-sur-Oise, a cidade onde Van Gogh morreu, já é o suficiente para vivenciar e sentir a atmosfera na qual o pintor se inspirou para realizar suas obras.
Além do circuito que se pode fazer acompanhando as telas das pinturas na frente das paisagens reais de onde foram inspiradas, há alguns pontos que merecem uma passadinha.
O cemitério com o túmulo dos irmãos Van Gogh
Vincent e Theo estão enterrados neste local, lado a lado, em lápides simples. É o cemitério Auvers-sus-Oise.
Estúdio de Daubigny
A cidade onde Van Gogh morreu foi o local de moradia de diversos outros artistas. Provavelmente, as paisagens e o sossego da pequena vila ajudavam na criatividade de muita gente.
O estúdio de Daubigny, por exemplo, foi o primeiro atelier a ser aberto em Auvers-sur-Oise, em 1860. O local abriga diversas obras na parede da casa e artistas como Corot, Daumier, Oudinot e o próprio Daubign, claro, podem ser encontradas por lá.
Casa do Dr. Gachet
Além de médico, Dr. Gachet era também artista. Entre seus amigos e frequentadores de sua residência podemos citar Pissarro, Cézanne, Guillaumin, além de Van Gogh.
A casa era palco de gravações das obras de arte em uma prensa manual, que pode ser vista atualmente ao visitar o local. Detalhe para objetos originais que foram retratados nos quadros de Van Gogh como a mesa vermelha de “Retrato do doutor Gachet” e o piano de “Marguerite Gachet ao piano”.

- Leia também: A Maison do Doutor Gachet em Auvers-sur-Oise (do blog Direto de Paris)
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O Museu do Absinto
Próximo do quarto onde Van Gogh morava se encontra o Museu do Absinto. A bebida, conhecida como “a fada verde” devido ao alto teor alcoólico, era muito apreciada pelos poetas e artistas da época.
http://www.youtube.com/watch?v=0IvlYHSXg24
Para quem gosta do artista, não deixe de assistir a este filme: lindo!
Como chegar a Auvers-sur-Oise?
O vilarejo é bem próximo de Paris, então. um bate e volta é bastante comum e super tranquilo de ser feito de trem.
Em Paris, pegue um trem na Gare du Nord ou Gare St-Lazare em direção a Pontoise. Lá, troque para o trem que segue em direção a Persan-Beaumont e desça na estação de Auvers-sur-Oise.
Há um trem que vai direto e parte de Gare du Nord, mas ele não funciona durante o ano todo, então é preciso checar no momento da sua viagem (em geral, somente nos fins-de-semana de abril a outubro).
O trajeto de trem, mesmo com a baldeação, leva cerca de 1h20. Se quiser mais informações e horários, consulte o site da SNCF/Transilien.
Pode parecer mórbido querer conhecer a cidade onde Van Gogh morreu, mas Auver-sur-Oise é uma gracinha de cidade e cheia de referências ao artista, como pôde perceber.
Definitivamente, é uma visita que vale muito a pena e fácil de fazer num bate e volta de Paris.
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Para aqueles que de alguma forma leram sobre a vida de Van Gogh com certeza a visita a Auvers-sur-Oise valerá a pena. Talvez indo para o sul da França tentaremos conhecer Arles
Post super informativo. Com certeza iremos.